segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI


Fiquei surpreendido com o novo filme Star Wars: Os últimos Jedi. Lógico que toda a mensagem do filme quanto qualquer comentário referente a análises referenciais, implícitos ou explícitos, podem ser encarados como spoiler (e devem). Portanto em uma análise superficial pode-se garantir que o filme consegue ser melhor que o Despertar da Força e não é uma cópia total do Império Contra-Ataca como muitos acreditavam ou que vão ainda comentar. Cheio de surpresas, sobram histórias para serem contadas daqui há dois anos no derradeiro episódio nove. Não é necessário fazer comercial desse filme ou lembrar os fãs de ir assistir, até seria como uma piada. Mas pode ter certeza que ao ir aos cinemas você verá um ótimo exemplar dessa franquia.

A principal razão de todo fã em assistir à esse novo capítulo a partir do dia 14 de dezembro do corrente ano é: rever e matar sua curiosidade do que ocorreu com Luke Skywalker, que apareceu apenas na cena final no filme anterior. Mark Hamill devia odiar o personagem, que marcou sua carreira e dificilmente teremos lembranças de sua vida profissional que não seja o Luke. Mas você percebe que não é isso o que ocorre, e Mark merece esse filme, que faz jus ao seu personagem. Do garoto inseguro e sonhador de Tatooine, agora um verdadeiro mestre Jedi em conflito. Vivendo ao lado da Força por tanto tempo, é interessante a maneira que o filme nos mostra esse elo entre cavaleiro Jedi e aquilo que faz ser quem é. Não é segredo que o treinamento da Rey tomará parte do filme, por isso a relação com o Império Contra-Ataca, no entanto esse treinamento é mais aprofundado e ficamos conhecendo ainda mais o mestre e a aprendiz.


O mesmo problema (não sei se ser Luke nos cinemas seja um problema) de Hamill também foi compartilhado por Carrie Fisher, a eterna princesa Léia, que nos deixou esse ano. Ela possui muito mais tempo em cena do que o filme anterior, e sentimos que sua personagem está triste pelos eventos ocorridos. Com o irmão longe e o seu amado morto, Leia também reserva momentos interessantes nesse novo episódio. É estranho assistir a um filme com um ator que você sabe que morreu há pouco tempo, o mesmo me ocorreu em Batman: O cavaleiro das trevas com Helth Ledger, e senti pena por ela não ter visto o produto de seu trabalho final. Ou quem sabe ela esteja assistindo de algum lugar.

Chewbacca, C3PO, e R2D2 tem boa participação também, este último numa cena bonita que poderia tirar lágrimas de um fã mais sentimental. Os novos personagens é que fazem o filme andar, com novos atores debutando e os que já conhecemos. Poe Dameron se impõe como o novo herói galáxia, e Rey está a caminho de sua consagração, assim como Kylo Ren. Conhecemos mais planetas interessantes, a Nova Ordem dá inveja ao Império, Finn tem mais importância, é nos mostrado um dos melhores finais de Star Wars, e por aí vai. Se em Rogue One você sai da sala de cinema com lágrimas nos olhos, em Os últimos Jedi você enfim quer empunhar um sabre de luz imaginário e passar vergonha no shopping, até perceber que quase todos estão com camisetas com temas de Star Wars e com vontade de fazer a mesma coisa. Que a Força esteja com vocês.