quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

5 HERÓIS DA DC QUE MERECEM SEUS PRÓPRIOS FILMES

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Enquanto a Marvel está esgotando suas opções de trilogias e apostando em novos heróis, como Pantera Negra, Dr. Estranho e a futura Capitã Marvel, a DC ainda tem à sua disposição um grande número de personagens, mas precisam ser rápidos, pois esse estilo de filme está começando a ficar desgastado e necessitarão ser melhor trabalhados para agradar ao público. Na fila estão confirmados Batman, Flash, Aquaman, Shazam, Ciborg e notícias não confirmadas de Asa Noturna, Batgirl e Harlequina. Mas além desses, que temos certeza que são filmes garantidos para o futuro, há outros que merecem uma chance. Listei abaixo cinco que poderiam render ótimas histórias, sendo que outros poderão gerar futuras listas. Só para me desculpar, deixei de fora Sandman e Monstro do Pântano: como suas histórias possuem estilos únicos e são verdadeiras obras primas, fica difícil uma abordagem diferente dos quadrinhos e até fico com medo do que encontraria. Seguem os cinco:


Lobo

Após Deadpool ser lançado corajosamente pela Fox, seu sucesso abriu espaço para versões adultas dos heróis, ou anti-heróis, com cenas de violências e linguajar chulo, Logan é um grande exemplo disso. E a DC tem um dos personagens mais inadequados para as crianças que já existiu: Lobo, que tem atos, linguajar e história que deixam o alterego de Wade Wilson no chinelo. E ainda poderiam aproveitar a era de filmes espaciais da concorrente, como Guardiões da Galáxia e Guerra Infinita a caminho, e lançar um bom filme do Rei da Fodelança, como Lobo se descreve.

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Lobo é o último czarniano, afinal ele cometeu o genocídio que vitimou sua própria espécie no planeta Czarnia. Agindo como um caçador de recompensas espacial, ele viaja pelo espaço em sua enorme moto, tem seu nome estampado em cartazes de procurado em milhares de setores espaciais, adora charuto e não se separa de seu gancho que utiliza para estripar os inimigos. Tem diversos poderes, que ele vai conquistando em várias ocasiões pelo caminho. Desde superforça, regeneração, capacidade de criar clones com seu sangue, etc. Ele adquiriu imortalidade após não ser aceito nem no inferno nem paraíso. Ele é odiado por todos, não tem humanidade e é espelho da onda de anti-heróis que surgiram na década de 80. Foi criado por Keith Giffen, e quem conhece esse autor sabe até onde pode chegar essa história. Não seria uma novidade ver alguma notícia da Warner de uma futura produção com o personagem, que já saiu no soco com o Superman e já foi contratado pelo Coelho da Páscoa para matar o Papai Noel.


Arqueiro Verde

Desculpem os fãs da série, mas Oliver Queen merecia algo melhor. E potencial para estrelar seu próprio filme ele tem. Criado em 1941 por Mort Weisinger e George Papp, o Robin Hood da DC é um dos personagens mais queridos da editora. O que mais chama atenção é o seu estilo de pensar, tão bem trabalhado em algumas HQs e genialmente demonstrado no desenho da Liga da Justiça Sem Limites. Totalmente de esquerda, colocava seu ideal político à frente de suas ações, e não era difícil vê-lo saindo no tapa com outros integrantes da Liga que pensavam diferente, como o Gavião Negro. Em um episódio do desenho citado a pouco, ele conhece o Capitão Átomo e logo após o Capitão revelar que possuem um traje que contém sua energia atômica, ele simplesmente diz que isso é algo que ele lutaria contra no seu tempo de faculdade.


Oliver Queen é um rico herdeiro, que após um acidente de avião fica preso numa ilha, onde aprende a sobreviver por conta própria e a utilizar um arco e flecha. Após conseguir retornar à civilização ele decide combater o crime na cidade em que mora, Star City. Seu tempo na ilha mudou sua maneira de pensar, como se a sua sobrevivência fosse uma segunda chance em sua vida. Teve problemas empresariais que acabou o deixando na falência, mas ele já era outra pessoa, com pensamentos bem mais à frente do que um homem de negócios. O herói esmeralda possui bons inimigos, como o Macaco de Prata – líder de uma irmandade secreta de ninjas, Conde Vertigo, Slade (que na verdade é inimigo de todo mundo e será o próximo inimigo do Batman em seu filme solo) e logicamente o seu arqui-inimigo, o também arqueiro Merlin, que já pertenceu a Liga dos Assassinos de Ra's Al Ghul e é melhor no arco do que o próprio Oliver. Na verdade, gosto de pensar que o Arqueiro Verde tem mais senso de justiça do que técnica de combate, com mais ferramentas e flechas especiais, e o estilo parecido com John McCain de Duro de Matar – se ferra todo, mas não desiste. Seria bom assisti-lo nas telonas, quem sabe com a ajuda da namorada Canário Negro ou o parceiro Ricardito.


 Adam Strange

Um herói bem cult, e com alguns problemas que podem afasta-lo dos cinemas, mas que merece com certeza atenção. É que sua história é baseada nas aventuras escritas por Edgard Rice Burroughs que já virou filme (John Carter) e é muito parecida com a história de Adam, ao mesmo tempo temos um outro herói com o nome Strange recentemente nos cinemas (o mago supremo da Marvel). Adam foi criado em 1958 por Gardner Fox e fez sucesso no passado, Adam é um arqueólogo americano que foi atingido por raios cósmicos (o raio zeta) e transportado ao planeta Rann. Por conta do destino, acaba ajudando os habitantes do planeta a enfrentar invasores intergalácticos. Com um armamento e uniforme tecnologicamente avançados e foguetes acoplados em suas costas, Adam acabou se tornando o herói de Rann.


Seu dilema era que o raio zeta tinha pouca duração e ele era transportado sem prévio aviso para a Terra. Como nutria um grande amor por Allana, ele sempre viaja pelo mundo numa busca pelo próximo local onde o raio cósmico atingiria. Constituiu família, em histórias posteriores foi revelado que havia também o intuito de Adam repovoar Rann, que não tinha crianças, e até se encontrou com outros heróis da DC para combater inimigos em comum. Pode ser visto na minissérie Odisseia Cósmica (veja aqui), onde Rann tem certa importância, e até uma guerra contra o planeta Thanagar, planeta do Gavião Negro, já ocorreu. Em uma história interessante, Adam é atingido pelo raio zeta e levado ao local onde Rann havia desaparecido, onde é acusado pela destruição do planeta e numa grande aventura ele tenta descobrir o que ocorreu e provar sua inocência. Um herói que merecia aparecer mais em outras mídias.


Etrigan

Criado pelo rei Jack Kirby quando teve sua passagem pela DC, o demônio Etrigan é considerado um dos anti-heróis cult da editora. O legal do personagem é que seu status de demônio não é esquecido quando toma algumas ações e em alguns momentos ele age como um vilão, gerando morte e caos, motivo pelo qual Jason Blood tenta mantê-lo aprisionado a todo custo. Blood era um dos cavaleiros da Távola Redonda, que teve o corpo vinculado à criatura infernal pelo mago Merlin, que é meio irmão do Etrigan. Amaldiçoado a viver eternamente preso ao ser das trevas, que é liberado do corpo de Blood apenas se ele recitar um poema mágico, nos dias atuais ele age como um demonologista que atua ao lado da Liga da Justiça em algumas ocasiões e já ajudou Batman, Monstro do Pântano, Constantine, entre outros.

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Na forma humana Jason tem as características normais, com uma mecha de cabelo grisalha e sempre anda elegantemente, nunca esquecendo seus trejeitos de cavaleiro. Já Etrigan tem a pele amarela, olhos vermelhos e pequenos chifres, com estranhas guelras no lugar das orelhas e possui diversos poderes, como cuspir fogo, superforça e conhecimento de magia. Outra característica marcante é sempre falar por intermédio de rimas devido ao círculo infernal à que pertence. Etrigan é um personagem formidável que renderia ótimos filmes, que poderiam ocorrer na época medieval e atual, e inimigos interessantes não são problema. Além da temática arthuriana e infernal, Etrigan atravessa os tempos enfrentando Morgana Le Fay e seu filho Mordered, sempre prometendo comer o coração da bruxa quando pegá-la, e tem também o bruxo Klarion com enorme poder mesmo sendo uma criança. A dualidade nas ações de Etrigan e a tristeza de Jason por arrastar seu fardo pela eternidade são duas fontes ricas em dramaticidade para se ter num filme. E nada de produção com faixa etária baixa, pois seria desmotivador para assistir.


Vixen

Finalizando com uma mulher, Vixen é fruto do movimento blaxploitation da década de setenta que geraram Luke Cage e Pantera Negra para a Marvel. A modelo Mari McCabe possui um totem como herança de família, que lhe dá poderes de mimetizar as habilidades de qualquer animal. Sua família foi morta por caçadores ilegais na fictícia cidade africana M'Changa e vai para o Estados Unidos, utilizando o totem para se tornar uma super-heroína que já agiu ao lado da Liga, do Esquadrão Suicida e também das Aves de Rapina ao lado da Canário Negro e Oráculo. Sua versão do desenho da Liga da Justiça sem limites, que namora o Lanterna Verde John Stewart, é superinteressante. Seus poderes são similares ao do Homem Animal (que junto com Sandman e Monstro do Pântano é um personagem que merece maior destaque, mas precisa ser muito bem pensado para não se tornar uma bomba).


A fonte dos poderes do totem vem do deus africano Anansi, a aranha, uma versão que tão bem conhecemos está na série Deuses Americanos. Como o totem só pode ser usado para o bem, ao ser manipulado pelo tio da heroína, o General Maksai – que por sinal tem culpa na morte de seus familiares – ele se torna uma fera que deu trabalho para Vixen. Além da versão do desenho, na série Legends of Tomorrow há sua representante em carne e osso, mas o personagem pode vingar um filme solo com melhor qualidade. Há uma animação da DC Animated estrelada por ela, e esse é um indício de que a Warner está de olho na personagem.



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