terça-feira, 21 de novembro de 2017

O JUSTICEIRO


Depois de algumas séries e temporadas não tão boas quanto sua produção inicial, onde o Demolidor recebeu elogios e foi um grande sucesso, e as demais séries desse projeto foram no embalo, sendo que em 2017 teríamos o pior ano desse projeto, se não fosse a grata surpresa da série solo do Justiceiro. Igual ao Demolidor, nosso querido Frank Castle já teve algumas chances no cinema que não fizeram jus à sua fama nos quadrinhos, e olha que o filme Justiceiro: Em Zona de Guerra é bom, sendo a sua maior falha no vilão caricato. Mas o personagem teve sua última chance e faz igual ao Demônio da Cozinha do Inferno e nos apresenta a melhor série de herói (no caso dele um anti-herói) do ano e rivaliza com a temporada de estreia do Demolidor.

A história te prende do começo ao fim, os personagens são bem desenvolvidos, é violenta da maneira que uma história do Justiceiro deveria ser, seu passado é mostrado, sua vida é esmiuçada e conhecemos alguns coadjuvantes famosos das HQs do Castle. Depois de ser dado como morto após sua participação na segunda temporada da série do Demolidor (diga-se de passagem, é a melhor parte da série), Frank Castle está livre para agir e investigar mais sobre o esquema governamental que destruiu sua família. Para tanto ele faz uma estranha união com um hacker que também foi dado como morto e sofre os mesmos problemas do Justiceiro, só que sua família está viva e sofrendo sua perda. Para quem conhece as HQs fica fácil de reconhecer o personagem Micro, aqui com uma história mais aprofundada do que nos quadrinhos. E a trama segue com Frank descobrindo cada vez mais sobre o passado nebuloso de seu tempo como fuzileiro e os culpados pela morte de sua família.


A sub tramas são interessantes, o passado de Frank como soldado é bem trabalhada, os vilões são convincentes e tem ação e violência na medida certa. Até uma mensagem contra as armas está contida na história. O transtorno pós-guerra sofrido pelos soldados também é demonstrado, seja em reuniões de apoio, até nos problemas causados por um jovem soldado chamado Lewis. O elenco está ótimo, com a exceção da inexpressiva Amber Rose Revah que dá vida a Madani, cabeça na investigação policial que ocorre em paralelo a investigação de Frank. Parece que ela está lá apenas para fazer volume e realmente não tem carisma nenhum. Mas isso não estraga nada a história, e a dupla Jon Bernthal e Ebon Moss-Bachrach que interpretam Castle e Micro estão muito boas, com momentos de tensão e comédia em boas medidas. O legal de ter os personagens trabalhados numa série é o tempo que eles possuem para serem aprofundados, tanto sua história quanto seus aspectos psicológicos e de longe é o melhor tratamento que o Justiceiro já teve fora dos quadrinhos.

 A série dá fôlego ao projeto, ameaçado por notícias de que a Disney está montando seu próprio serviço de Streaming e concorrerá com o Netflix. Mas o Justiceiro é a que mais tem sangue, tiros e violência dessas séries Marvel / Netflix que ainda esbanjam cenas com sexo e linguajar adulto, que destoa da imagem da empresa familiar que abriga Mickey e companhia. Assistir o Justiceiro é notar que ele teve um tratamento adulto é louvável. Ele merece ser lembrado por essa série, e vê-lo numa segunda temporada seria ótimo, e quem sabe se reencontrar com Demolidor ou Wilson Fisk. Lembrando que sua HQ de estreia foi como o caçador de um certo cabeça de teia, além do Justiceiro já ter agido ao lado do Capitão América, já ter tentado assassinar Nick Fury e ser um pária do universo Marvel. Opções de participar de outras séries e filmes o personagem possui, e muito. A que irá dizer que treze episódios são demais, mas qual série do Netflix com a Marvel também não é? Assista que vale a pena.



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