quinta-feira, 16 de novembro de 2017

LIGA DA JUSTIÇA


Finalmente estreou nos cinemas o tão esperado filme da Liga da Justiça. Quem diria que iria no cinema assistir ao filme da Liga com mais vontade de rever a Mulher Maravilha do que conhecer os demais integrantes, e o melhor, se surpreendido ao ver o desempenho de um super-herói que você não esperava que ficaria tão bom. Lógico que agora fica aquela briguinha no Facebook entre Vingadores e a equipe da DC, onde os pontos negativos de um serão as armas do outro. Confesso que alguma coisa faltou, mas fiquei na expectativa da continuação do filme da Liga. Devido aos problemas enfrentados pelo diretor Snyder, que se afastou da produção para ficar com a família após o suicídio da filha, o diretor dos filmes dos Vingadores Joss Whedon foi chamado e é nítido onde um e outro trabalhou.

A história claramente começa onde o filme Batman X Superman terminou, com um mundo em luto pela morte do kriptoniano. Os tons escuros de Snyder refletem bem o que os humanos estão sentindo, ainda mais com os Parademons, alienígenas que são atraídos pelo medo, começam uma invasão gradativa ao planeta Terra. Nisso, Bruce Wayne e Diana estão tentando convocar outros super-humanos para enfrentar esses alienígenas, liderados por um conquistador milenar chamado Lobo da Estepe, um dos generais de Darkseid. Super forte, ele quer reunir as três caixas maternas para trazer seu enorme poder unificado, e para isso terá que enfrentar amazonas, atlantes e a recém-formada Liga da Justiça.


O Bruce Wayne de Ben Affleck está cansado, tentando enfrentar algo que é muito maior do que ele, e de longe é o Batman com mais traquitanas da história do cinema. Já a Mulher Maravilha esbanja carisma e continua roubando a cena. Gal Gadot merece elogios por nos apresentar nos cinemas de maneira perfeita o maior ícone feminino das histórias em quadrinhos. Agora os personagens Flash (Ezra Miller) e Aquaman (Jason Momoa) são as agradáveis surpresas do filme. Aquaman era um herói que chegou a ser ridicularizado nas HQs, e agora isso vai mudar. Já o Flash tira risos fáceis e está longe de ser o super-herói que salva o mundo e com certeza nos dá muito a imaginar sobre sua futura evolução nos universo DC. Está claro que a história e a quantidade de personagens atrapalham o tempo de tela de cada um, mas queria ter visto mais desses dois personagens. Fica para o filme solo dos dois. O time ainda conta com o Ciborgue, que ainda não mostrou à que veio e merece um melhor tratamento, quem sabe nós próximos filmes.


Após muitas críticas a DC tenta mudar o caminho de suas produções, tentando deixar mais leve e engraçado, mas isso não impede o filme de divertir, nem em transformá-lo em um filme da Marvel. A DC está trocando de fôrma, aprendendo com erros (Esquadrão Suicida) e acertos (Mulher Maravilha), e não utilizando o esquema da concorrente que também já saturou. Enquanto o padrão novo da Marvel é Os Guardiões da Galáxia e as aventuras espaciais, a DC aposta num novo estilo que está se desenhando, fugindo de Snyder e buscando alternativas. Podemos perceber isso no filme, onde o segundo ato é mais iluminado. A parte ruim é a pressa para as coisas acontecerem e fica evidente quanto do filme foi editado. Mas tudo é superado pela nossa alegria de ver nossos heróis preferidos em tela, reunidos para derrotar um inimigo que não hesita em dar porrada pesada na galera. A coisa é certa, a DC sabe fazer cenas de luta como ninguém. Muitas pontas soltas são deixadas e muito das teorias dos fãs quanto ao que ocorreria no filme serão explicadas apenas nas continuações. Dou um ponto positivo ao filme.



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