segunda-feira, 30 de outubro de 2017

STRANGER THINGS - 2ª TEMP


Pode-se dizer que todos os atrativos presentes na primeira temporada da série Stranger Things de 2016, também estão na sua segunda temporada, ainda mais com o agravante de já sermos cativados pelos personagens e história. E se você tem acima de trinta anos tem também a nostalgia, e misturado a tudo isso está a qualidade do trabalho de toda uma equipe que sabe o que está fazendo. Stranger Things é igual a banda Creedence, todo mundo gosta. Ou como Bis, não dá para parar no primeiro. Graças a Deus foi disponibilizado todos os novos episódios de uma só vez, dando a chance de maratonar. Duvido que no último final de semana de outubro de 2017 algum fã da série não gastou nove horas de seu tempo assistindo tudo de uma só vez (gastou não, investiu).

O tempo não passou apenas para o público, que esperou quase um ano e meio pela continuação. Os garotos também tiveram que aguardar para que novos eventos ocorram em suas vidas em relação ao Mundo Invertido que tanto os atormentou um ano antes, em 1983. Na época do Halloween de 84, em pleno sucesso de Os caça fantasmas e das músicas de The Clash, Mike (Finn Wolfhard) ainda sente falta da desaparecida Eleven (Millie Bobby Brown), ou Onze se preferir. O pequeno Will (Noah Schnapp) é visto como um estranho pelo demais alunos da escola, e a dupla Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas  (Caleb McLaughlin) estão tentando dividir a atenção da nova aluna Max (Sadie Sink). A mãe de Will, Joyce, interpretada por Winona Ryder está tentando seguir a vida, cuidando dos filhos e tentando um relacionamento com um amigo da infância, o cara legal Bob (Sean Astin, o San de O senhor dos anéis – mas você acabe lembrando que ele é um dos garotos de Os Gonnies, que tem tudo a ver com a série). E tudo isso é só o básico, com o delegado Hopper (David Harbour) tentando manter a normalidade enquanto plantações de abóboras começam a apodrecer misteriosamente.


E logo no primeiro episódio vem surpresas. O ritmo começa lento para te situar, e logicamente alguns vão achar isso ruim. Mas como na primeira temporada, a cada episódio que assistimos, vamos sendo tragados para o mundo desses quatro garotos e no decorrer da trama as “coisas estranhas” vão acontecendo e tudo vai piorando para o grupo. Cada personagem tem sua importância, ficamos sabendo mais sobre o Mundo Invertido e a telecinese de Eleven / Onze. E Stranger Things se torna uma das séries preferidas do público (praticamente 100% das pessoas que converso adoram o programa).

Os criadores sabem contar uma boa história. Nos puxam na memória, nos fazem torcer pelos personagens, os efeitos especiais são cinematográficos e o elenco está impecável. Na internet houve algumas discussões quanto a dublagem e legenda traduzirem o nome próprio Eleven para Onze. Confesso que não concordo muito com essa crítica, uma vez que ela é chamada assim por ser sua numeração. Mas lógico que essa é a opinião de um em milhares de fãs (senão milhões) do seriado. Outra crítica foi feita em cima dos efeitos especiais, que são de primeira linha, feitos para uma série com temática anos 80, que deveria ser condizente com a época. Mas cá entre nós, há uma surpresa nessa temporada que ficou muito boa em CGI. As músicas tocadas poderiam seguir o exemplo do filme Os guardiões da galáxia e lançar um álbum com a seleção escolhida (pode ser que já exista e eu estou perdendo).



Sobre a história não se pode falar muito, apenas o que já foi exposto. Mas muito ainda pode ser falado, desde as referências até às teorias do que ainda vai acontecer. Ao assistir a série, que tem até especial no SBT, me fez querer assistir mais trabalhos com o elenco. Pudemos acompanhar Finn Wolfhard no ótimo filme It, e espero ver Millie Bobby Brown em um trabalho diferente. Já David Harbour merece algum protagonismo em uma próxima produção para o cinema, uma vez que esbanja carisma como o delagado. Gaten Matarazzo, que interpreta o personagem mais engraçado (e uns dos preferidos), já entrou para um catálogo imaginário de grandes personagens das séries nerds. Stranger Things é diversão garantida, para quem quer passar horas se aventurando num mundo intrigante num dia chuvoso. Não maratonar é impossível e esperar mais um ano pela terceira temporada é uma aflição. Aqui no blog não costumo fazer críticas negativas, pois se é ruim nem recebe comentários, mas já sabia que essa seria teria espaço. Se continuar assim, ano que vem já tem postagem garantida.  


Veja também informações da primeira temporada:

STRANGER THINGS