quarta-feira, 21 de junho de 2017

REVISTA MUNDO DOS SUPER-HERÓIS


Posso​ dizer que sou um dos vários felizardos que possuem todas as edições da revista Mundo dos Super-Heróis, guardadas na ordem, e seus especiais também. A primeira coisa que lembrei quando vi a revista nas bancas foi da extinta e saudosa revista Herói, em formato pequeno, que comprava na década de 90. Mesmo que nessa época os Cavaleiros do Zodíaco eram uma verdadeira febre que estampou a capa de várias edições, não perdia uma. A palavra que mais me chamou atenção na nova revista (que já não é tão nova assim) foi a palavra dossiê e as capas feitas por artistas nacionais.

Nas primeiras dezenas lançadas, no começo bimestralmente, a matéria de capa era um verdadeiro dossiê sobre o assunto. Algumas possuíam mais de 50 páginas, com informações e curiosidades de determinado herói ou equipe de super-heróis e várias outras matérias englobam as edições. Ao final da leitura você se sentia um Expert no assunto. No meio de cada edição um pôster com a arte de capa, onde no verso haviam informações de como a capa foi feita.  Até hoje eu releio essas antigas edições, que utilizo como fonte de pesquisa.


Com o tempo a revista foi modificando algumas matérias, as dinâmicas dos dossiês foram alteradas e houve uma época que até senti uma descaracterização do que eu gostava na revista. Mas depois percebi que a equipe responsável estava buscando um caminho, uma nova identidade. Mudanças e reinvenções são necessárias. Tudo começou em 2006, sendo o estranho filme do Superman desse ano a primeira capa da revista. De lá para cá houve uma explosão de filmes de super-heróis, além de séries, e atualmente seguem a linha de aproveitar as produções que estreiam nos cinemas para suas matérias principais. Mas volta e meia aparece uma edição sobre um assunto fora desse escopo. Não se pode dizer que eles não arriscam, errando em algumas escolhas, mas os acertos são bem maiores e compensam a coleção.


Foi lançada uma revista irmã, a Mundo Nerd, que até gostava mais do que a original, mas durou apenas 12 edições, sendo considerada uma coleção a parte. Outros dois pontos positivos são o tratamento que o grupo tem com os fãs e leitores, e o espaço que eles oferecem para artistas nacionais. Mais do que uma fonte de pesquisa, utilizo a revista mais como indicações. Um trabalho que merece ser lido e apreciado, muito bem-feita, você fica conhecendo cada colaborador no início das edições, com seus avatares e apelido, e pode assinar direto no site da Editora Europa.

As matérias que não faltam em cada número, que já passam dos 80, são Peneira Pop - onde há comentários e indicações de HQs ou filmes lançados recentemente, Homem Cronologia - que respondia várias dúvidas dos leitores, Fichado - um mini dossiê sobre determinado vilão dos quadrinhos, entre outros. Percebo que há uma predileção pelo Superman nos assuntos abordados, mas isso não prejudica em nada o trabalho deles. Confesso que sinto falta dos dossiês de antigamente e também da Mundo Nerd, mas que nerd pode ser contentando?