segunda-feira, 5 de junho de 2017

MULHER MARAVILHA


Em poucos dias o filme da Mulher Maravilha já é uma sensação para o público que gosta de filmes de super heróis. Com a difícil tarefa de agradar gregos e troianos, a amazona da DC demonstrou que com uma boa história e personagens carismáticos, essa guerrinha de DC x Marvel não tem sentido, ou melhor, mostra que a DC tem capacidade de criar filmes muito bons. Mesmo gostando de Batman X Superman acredito que o novo filme da Mulher Maravilha não dará espaço para críticas infundadas, perseguindo o diretor ou a história.

Mulher Maravilha é uma personagem de 1941 muito importante para os quadrinhos. Criada pelo psicólogo Dr. William Moulton Marston, 75 anos depois ela demonstra que está na flor da idade. Esse filme é uma coleção de boas escolhas. Chris Pine está muito à vontade no papel do capitão Steve Trevor, que fugindo dos alemães, seu avião cai numa estranha ilha habitada por Amazonas. A ilha Themyscira é linda, ambientada com perfeição, onde as Amazonas demonstram seu sangue guerreiro de maneira espetacular. Hipólita (Connie Nielsen) e Antíope (Robin Wright) são duas guerreiras que você gostaria que estivessem do seu lado em uma briga (elas nem precisariam da sua ajuda, é claro). Steve Trevor, o único homem da ilha, alerta as Amazonas do terrível mal da grande guerra que assola o mundo humano.


A maneira como o mundo da mitologia grega é colocada na história casa perfeitamente com a trama, sem estranheza. O Deus da Guerra Ares pode estar por trás desse morticínio, e uma das Amazonas, que tenta encontrar seu lugar no mundo, decide ajudar e por fim nas maquinações de um Deus que nenhum humano acredita. Essa amazona é Diana, filha da rainha Hipólita, interpretada pela nova queridinha dos nerds: Gal Gadot. Se haviam dúvidas se ela entregaria uma​ Mulher Maravilha legal, você sai do cinema acreditando que outra atriz não faria melhor. Sua beleza perde apenas para seu carisma. O casal Diana e Trevor rendem bons momentos, tanto de humor quanto de emoção. Em meio a uma história de deuses e amazonas, sobra espaço para soldados, como o interesse trio Charlie, Sameer e Chief, e também aos vilões. Mas lógico que Diana rouba a cena. Todas elas.

Galdot ganha o público no sorriso. O enredo mostra de maneira sutil o papel da mulher naquela sociedade, e mostra o feminismo de maneira clara, porém criativa. Esse feminismo é muito forte na personagem, o que tornaria o filme um perigo se a história não fosse bem feita. Não foge das necessidades de um filme de origem, mas se diferencia e muitos dos demais. E Galdot surpreende a todos, nos lembrando que o mundo é das mulheres.


Além da protagonista, outra grande escolha do estúdio foi a diretora Patty Jenkins, que firmemente assumiu a tarefa que apenas uma mulher forte, como uma amazona, poderia fazer. Ela saiu da produção do segundo filme do Thor por divergências criativas, e ainda bem que a DC lhe deu oportunidade para dirigir esse filme, onde o diretor Snyder tem uma grande responsabilidade no roteiro. Para quem não gosta do diretor, aí está um bom motivo para começar a gostar. Jenkins já está sendo apontada pelos fãs como uma opção para direcionar com Snyder os caminhos cinematográficos da DC. Uma boa ideia.

O filme tem pouquíssimos pontos negativos. A DC fez boas escolhas, já rendeu cem milhões de dólares no seu fim de semana de estreia e homens, mulheres e crianças vão adorar. Marvetes vão dizer que o filme parece da Marvel, DCnautas vão vibrar com essa nova heroína e o estúdio fez nesse filme a maior propaganda para sua próxima produção. Muita gente irá assistir Liga da Justiça em Novembro de 2017 para ver a princesa de Themyscira. Em todo o caso estou ansioso para vê-la em ação novamente, seja em equipe ou em carreira solo. Mais 75 x 75 anos para essa guerreira amazona. É muito sucesso para Galdot.