sexta-feira, 12 de maio de 2017

SETE MINUTOS APÓS A MEIA-NOITE (A MONSTER CALLS)


O filme Sete minutos após a meia noite é uma pequena surpresa entre os filmes lançados em 2016. O título original A Monsters Calls (Um monstro chama) e o trailer podem indicar que se trata de um produção que trata do tema fantasia e direcionada ao público infanto-juvenil, mas é exatamente o contrário. É uma história com teor dramático alto, com reflexões reais sobre a vida, direcionada à todos os públicos. O monstro do filme é só uma válvula de escape que irá ajudar o pequeno Connor a passar pela pior experiência de sua vida, tentando escapar dá dura realidade durante seus sonhos. Também é uma história para se emocionar.

Connor O’Malley vive sozinho com a mãe doente, ajudando-a desde cedo nos afazeres da casa, que tem nela a única fonte de companhia. Na escola é menosprezado e atormentado por valentões, seu pai mora em Los Angeles e pouco interage com o garoto, e Connor passa seus dias desenhando e imaginando um mundo onde as pessoas que o deixa triste serem punidas. O menino considera a avó uma megera e teme por ter que morar com ela por uns tempos. E toda a noite um pesadelo terrível o faz acordar. Mas em uma noite, durante o sono, ele é visitado por uma criatura que ele chama apenas de monstro. Trata-se da forma humanoide gigante dá grande árvore que fica próxima ao velho cemitério no campo visto dá janela do seu quarto.

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O monstro não o trata como coitadinho, nem ao mesmo o trata afabilidade. Friamente ele passa por cima dos problemas e do garoto e revela que o encontrará quando o relógio der 12:07 (não necessariamente após a meio noite como o evidenciado no título nacional) até que ele contém três histórias ao garoto, que em troca deverá contar uma quarta história, o pesadelo que tem todas as noites. Por ser uma árvore Teixo, o monstro afirma ter capacidade curativas e promete uma cura.  Sabendo estar num sonho, Connor o trata dá mesma forma que é tratado e tenta entender a lição de moral que cada história tem incluída em seu escopo. Mas visitas do monstro parecem complicar a vida pessoal de Connor, que demora para compreender o real motivo das presença dá árvore em seu destino.


As partes principais do filme são as que contém os contos, mostradas em animação, que remetem o ouvinte na contradição de quem está certo ou errado, buscando um culpado equivocado para o mal observado em cada conto. Em vários momentos Connor se questiona quanto a uma punição para seus atos e aos atos dos personagens criados pelo monstro. Só após o garoto perceber um sentido nessas lições ele conseguirá prosseguir na difícil tarefa que terá pela frente. O filme trata das dualidades das ações do ser humano, onde não há bom ou ruim, e na percepção de nossos próprios sentimentos, sempre em conflito, negados em nosso interior e buscando uma punição. A verdade tem que ser enfrentada, pelo pior que ela seja, e no caso de Connor é uma ilusão que mostra o caminho.

O elenco está maravilhoso, com o jovem Lewis Macdougall como protagonista que aguenta bem o peso dramático de seu personagem. Sigourney Weaver, a eterna Ellen Ripley de Allien, é a avó que tem dificuldades com o neto, e Liam Neeson empresta sua voz e movimentos ao monstro. E logicamente temos Felicity Jones, de Teoria de Tudo e Rogue One, como a mãe do garoto, demonstrando o motivo de ser uma das melhores atrizes dá atualidade. Ainda estrelam o filme Toby Kebbell e Geraldine Chaplin, está última numa participação. O filme é baseado no livro de mesmo nome, de Patrick Ness que por sua vez utilizou a ideia de Siobhan Doud, ambos citados nos créditos do filme. Mais uma que com certeza terá um Óscar futuro na cabeceira de cama. Para quem já teve pessoas com câncer na família, o filme poderá ser motivo de lágrimas, mas tem muita sensibilidade ao tratar do tema. Um filme para crianças e adultos. No fim dá para se tirar uma lição do que foi visto.

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