sexta-feira, 26 de maio de 2017

BLAME!


Há algum tempo foi noticiado que a Netflix lançaria a animação Blame!, do mesmo criador de Knights of Sidonia, (leia a postagem aqui), o mangaká Tsutomo Nihei, com arte e história parecida. Enfim a data da estreia chegou e adorei o filme, que daria uma ótima série. Para quem gostou do anime Knights of Sidonia, que tem disponível duas temporadas no Netflix, vai adorar Blame! O estilo do desenho une a animação eletrônica com clássica, dão aquela impressão de que a trama futurista impregnou na sua tela.

Como vários animações japonesas, os criadores não subestimam a inteligência de seu público e te coloca direto na ação, com um pequeno prólogo, e a história é explicada no decorrer dos acontecimentos. No futuro a humanidade vive num vasto mundo tecnológico, conectados com máquinas, e vivem na denominada Cidade - uma estrutura vertical gigante com inúmeros andares - mas após um contágio os humanos perdem a conexão, e são considerados uma ameaça pela Cidade que passa a extermina-los. Com poucos sobreviventes vivendo escondidos no Perímetro Eletrônico, lugar que misteriosamente não é atacado pela Guarda de Segurança e seus Exterminadores, a humanidade que está em vias de extinção começam a sofrer também com a falta de alimentos. E o pior, os Construtores criados pelos humanos, agora agem automaticamente, aumentando ainda mais o tamanho da Cidade, dificultando as chances da humanidade de sobreviver.


Com armaduras chamada de Eletro-Fishers, um grupo de jovens tenta encontrar comida para levar aos​ sobreviventes no Perímetro e nessa busca conhecem o misterioso Killy, vagando sozinho pela cidade e portando aparatos tecnológicos super avançados, como a poderoso Emissor de Feixe Gravitacional, e sozinho ele busca humanos que possuam o gene de rede terminal, que seriam capazes de acessar a Netsphera e se conectar à Cidade, e com isso por fim a todos os problemas da humanidade. Após encontrar Shibo, um androide fêmea em estado cadavérico, Killy e um grupo de Fishers partem em busca da Fábrica Automatizada, para que Shibo consiga reprogramar a Cidade.


Apenas seres humanos com o gene de rede terminal tem a capacidade de caminhar pela Cidade sem serem atacados por Exterminadores. O grupo de Fishers é comando pelo veterano Pops, que não vê outro caminho a não ser seguir os objetivos de Killy, mas Sutezo segue às ordens do líder com um pé atrás quanto ao misterioso forasteiro. Entretanto são o grupo de jovens que garantem as melhores senas de ação e suspense, entre eles Zuro e Tae. O sentimento de solidão e falta de esperança são mais medonhos que os perigos que o grupo enfrenta em sua empreitada. Nem tudo é explicado no filme, possibilita te continuações ou interpretações para quem não leu o mangá.

É uma história tremendamente futurista, da maneira que só os japoneses poderiam imaginar. Na equipe criadora fazem parte nomes conhecidos de outros animes do catálogo do Netflix. É uma animação indicada para quem gosta de ação espacial, com máquinas espreitando pelos cantos, com violência moderada. São muitas informações, para assistir​ com calma. Nerdice pura.