quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

THE OA

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The OA estreou no Netflix em 16 de dezembro de 2016 e dividiu opiniões entre críticos e o público. Alguns achavam a série sem pé nem cabeça, com ritmo arrastado, e outros consideraram a série surpreendente e envolvente. Mas precisamos considerar que o Netflix atende um grande público e existe gostos diversos a serem saciados. Não são todas as séries que conseguem atender o público em geral e, mesmo se atendessem, acredito que seria bem chato. Conheço pessoas que não gostam de filmes de ficção científica ou fantasia que iriam odiar o ótimo Stranger Things, enquanto outras pessoas podem ter considerado a série The Killing monótona (até agora não conheci ninguém que não gostou de Breaking Bad, mas nesse mundo deve ter alguém).

A série OA tem seus defeitos, como muitas outras séries, mas é uma série corajosa, com uma forma de contar a história de maneira diferente, e dificilmente você não se identificará com algum personagem. A produção conta com o nome conhecido de Bred Pitt, e a atriz principal, Brit Marling também é uma das criadoras, junto com o diretor Sal Batmanglij, que trabalharam juntos no filme Sound Of My Voice (A seita misteriosa em português) que está em minha lista para assistir. Em OA, Brit é Praire, uma garota cega que desapareceu por anos e é encontrada após um vídeo ser postado na internet, onde mostra Praire tentando cometer suicídio pulando de uma ponte. No hospital os pais vão ao seu encontro e descobrem que ela não está mais cega. Essa história toma dimensões globais, a família é assediada pela imprensa e por pessoas curiosas, afinal todos querem saber o que aconteceu nesses anos todos em que ela se encontrava desaparecida e como ela conseguiu voltar a enxergar. Mas Praire mudou muito, com objetivos estranhos, não revela nada sobre seu desaparecimento, nem para os próprios pais. Além da visão restituída e da mudança de comportamento, Praire utiliza o nome OA e cicatrizes misteriosas cobrem suas costas.

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Ela tenta convocar cinco pessoas distintas para ouvirem sua história, que vai desde sua infância na Rússia, passa pela sua adoção pelo casal Johnson que a criou, até seu desaparecimento e os acontecimentos que lhe encaminharam até àquele momento. As cinco pessoas reunidas são extremamente diferentes entre si e por motivos pessoais acompanham a narrativa de OA. A primeira pessoa que entra para o “clube” é o adolescente problemático e violento Steve, um garoto mimado que está prestes a ser levado para um reformatório. Pode parecer estranho um jovem como ele participar das reuniões lideradas por OA, mas ele vê na história da garota um caminho para seguir e de todos os participantes parece ser um dos mais dedicados. Outro integrante desse grupo é a professora Elizabeth (a Phyllis de The Office), que se sente amargurada e solicitaria, com a morte do irmão que não tinha contato sentindo culpas por ações de seu passado. Atraída pelo que OA possa acrescentar em sua vida, ela decide ser a quinta integrante junto com os demais adolescentes.

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OA conta sua história de sofrimento, confinamento, dor, medo e acima de tudo, esperança. Logo nos primeiros episódios temos sua experiência de quase morte relatada e o motivo de ela ter sumido. Essa experiência é de interesse do Dr. Hunter Hap, (interpretado por Jason Isaacs, o Lucius Malfoy de Harry Potter) que decide estudar a garota e consegue ser um dos grandes vilões das séries de 2016. E enquanto OA vai contando sua história aos cinco escolhidos, que vão acompanhando a narrativa se unindo e enxergando um mundo diferente para si mesmos, eles também vão conhecendo e sofrendo com os personagens que compõem o relato de Praire. Dá para perceber a ligação que os escolhidos tem com os personagens da história e, mesmo em muitos momentos a série demorar para mostrar novidades, talvez essa demora seja intencional para nos dar a impressão do tempo e das mudanças gradativas nos personagens e na relação que cada um tem entre si.

Uma série para quem liga mais para a ambientação da história do que para a ação propriamente dita e com um final surpreendente. Em alguns sites li que a série termina decepcionando o público, já em outro há alegação de ser uma das melhores séries do ano. Posso garantir que não é a melhor como também não é decepcionante. Depende lógico do gosto de cada um. O público nerd ao qual esse blog é dedicado irá gostar mais do que odiar. Mente aberta é uma qualidade que muitos não conseguem ter. É uma daquelas séries que te recompensam no fim (diferente de Lost).

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