sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

STAR TREK - SÉRIE ANIMADA

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É com alegria que notei a inclusão do antigo desenho de Star Treck, ou Jornada nas Estrelas para os mais saudosistas, no conteúdo disponibilizado pelo Netflix. Foi um desenho que desconheço ter assistido quando era criança, mas que agora tenho a chance de acompanhar. No original foi dublado por Leonard Nimoy e William Shatner, já a versão dublada atual segue as vozes escolhidas para os filmes novos de Star Track, estrelado por Zachary Quinto e Chris Pine como o vulcano Spock e o capitão da Enterprise, James T. Kirk. Assistindo aos primeiros episódios, e adorando o que estava vendo, relembrei o quanto as animações atuais direcionadas aos mais jovem perdem ao dar ênfase nas cenas de ação e efeitos mirabolantes e esquecem a história, que faz de Star Treck uma joia entre as animações atuais.

A falta de tecnologia da época e os desenhos bem contratantes com o que temos agora são recompensados pela trama magnífica que não ficam devendo ao antigo seriado. Pelo contrário, servem para complementar a história e até servir de porta de entrada para um novo público que poderá curtir Star Treck, série que também está disponível no serviço de streaming. Criada em 1966 por Gene Roddenberry, não fez muito sucesso quando foi lançada, e segundo o mostrado em edições da revista Mundo dos Super-heróis e Mundo Nerd, o sucesso veio anos depois, com as reprises nos anos posteriores, que, tal qual Chaves, foi conquistando gerações após gerações com suas repetições. O desenho é de 1973, ou seja, é fruto dos sucessos dessas reprises, tanto que nesses anos que se seguiram foram feitos vários filmes e a revitalização como uma nova versão dos personagens foi lançada em 2009 situada num universo paralelo.

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Mas mesmo tendo as mesmas vozes dos personagens dos filmes atuais, no desenho temos os personagens da antiga série, em episódios interessantes, com a mesma trilha sonora e a mesma introdução: "Espaço. A fronteira final...", e já se inicia a aventura da nave desbravadora, visitando planetas e formas de vida desconhecidas. É legal perceber como as características dos personagens são trabalhadas no desenho e todo o folclore da série é destrinchado. Mesmo não conhecendo a série, você pode assistir e entender todos os episódios, pois as situações são explicadas e você consegue absorver todos os detalhes tão importantes para a franquia. Ficção científica pira, na animação há termos bem científicos e conhecido dos leitores de quadrinhos, como a anti-matéria, e os diálogos sobre tomam a frente de cenas de aventura e ação.

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O desenho dispensa apresentações e, como o feito na série, te coloca na aventura logo de cara. Nos primeiros episódios temos o grupo enfrentando formas de vida alienígenas bem diversificadas, como uma nave inteligente feita de material biológico e uma nuvem viva que consome mundos, tal qual o devorador cósmico da Marvel, Galactus. Alguns episódios são bem parecidos como a série, que situa lendas antigas no espaço sideral e adapta outros estilos de histórias às aventuras de Kirk e companhia. Por ser tratar de uma animação fica fácil utilizar elementos que para a série soavam um tanto estranho, como monstros ou seres alienígenas. As cenas de ação primitivas em comparação com as atuais são recompensados por uma história bem bolada e estrutura bem pensada. Citam a Federação, a frota, o relacionamento dos integrantes entre si e com a "sociedade espacial", e está longe de ser um desenho infantil, pois muitos elementos adultos são abordados, desde escolhas difíceis, como sacrificar um animal de estimação, ou esclarecer para os habitantes de um determinado planeta sobre seu genocídio eminente. É quase certo afirmar que os adultos fãs de Jornadas nas Estrelas gostarão mais do desenho do que as crianças.

Star Treck sempre será uma das séries mais queridas do público, e os filmes e desenho são sempre bem vindos. Há no Netflix as demais séries feitas com as equipes diferentes nas décadas seguintes, entre elas a que Patrick Stewart participa, A nova geração, mas devido ao grande número de episódios e a falta de tempo eu passo adiante, dando prioridade ao original, com Nimoy e Shatner encabeçando o programa e desbravando o desconhecido que envolvem o universo. As estrelas são perigosas tanto no desenho quanto na série, mas nem ligaria se fizesse parte das tripulação. Vida longa e próspera.

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