sexta-feira, 18 de novembro de 2016

THE KILLING

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É melhor assistir uma série que vai ficando melhor no decorrer dos capítulos do que uma série que começa bem e vai decaindo. Tive essa experiência com Lost, que me fez acompanhar com muito agrado as primeiras temporadas e me desagradou nas três últimas (mas assisti mesmo assim devido à curiosidade de saber onde tudo aquilo levaria). Em The Killing aconteceu o inverso, estava um tanto estranho no começo e depois que fui me afeiçoando aos personagens e com a trama de mistério, que te joga de um lado para o outro, que foi cativando até prender de uma maneira que você logo quer assistir o próximo episódio para acompanhar o desenrolar dos fatos. Aconteceu o mesmo quando resolvi assistir Breaking Bad. The Killing é uma série envolvente e foge do tipo de série policial com mistério da semana. Lançada pela Fox Television em 2011, ela foi adquirida pela Netflix após seu cancelamento, que produziu a última temporada em 2014. Na verdade é uma versão americana da série dinamarquesa Forbrydelsen, que também está na grade de séries transmitidas pela Netflix.

Na cidade de Seattle, em plena época se campanha eleitoral para eleger o novo prefeito, um crime brutal faz com que a investigadora Sarah Linden adie seus planos de mudar da cidade para viver uma nova vida com seu filho e marido. A morte da adolescente Rosie Larsen, encontrada com marcas pelo corpo dentro de um porta-malas de um carro de campanha do vereador Richmond que estava no fundo de um lago, choca o país. Com a ajuda do novo investigador Holder, que viria a substituí-la, Linden não consegue se desvencilhar do caso para tomar o novo rumo de sua vida e acaba postergando sua viagem dia após dia. E o mistério que envolve a morte da garota parece ser mais complicado do que aparenta.

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Como o informado anteriormente, a série em enfoque nesse único crime e nas consequências que ele gerou em todos os envolvidos. A família Larsen tenta sobreviver com a perda como pode, mas a maneira como tudo ocorreu talvez tenha aberto feridas que os familiares não consigam fechar. Stan, o pai, tenta segurar a barra, mas seu passado como integrante de um grupo mafioso, que ele tentou enterrar por causa da família, ressurge em seus atos. Mas de longe é o mais controlado, buscando encontrar um sentido para sua vida, junto aos dois filhos mais jovens que questionam onde está a irmã. Já a mãe, Mitch, não consegue controlar seu abalo emocional e começa a se tornar outra pessoa.

E a cidade também sente as consequências do crime, utilizado como campanha política, e o correto vereador Richmond se vê obrigado a jogar um jogo político que não está em seus objetivos iniciais. Busca apoios políticos, dinheiro para campanha e tenta a todo o custo se proteger dos ataques do prefeito que busca reeleição.  Ora seguindo seus secretários de campanha, ora seguindo seu coração, Richmond ajuda a polícia na investigação, nas vê sua campanha cada vez mais ligada ao caso de Rosie Larsen

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Mas ficamos por dentro da vida pessoal dos investigadores, que também são afetadas pelo crime, em especial a durona Linden, que muda totalmente o rumo de sua vida, sempre de cabeça na investigação e perdendo voos para se encontrar com seu futuro marido e tendo problemas com Jack, seu filho adolescente é problemático. Ela vai percebendo o quanto ela estava negligenciando a família, sempre presa ao trabalho. Seu substituto Holder (Joel Kinnaman - o Rick Flag do Esquadrão Suicida) é o tipo de policial que não pensa duas vezes em burlar a lei e procedimentos burocráticos para chegar aos objetivos da investigação. Seus métodos estranhos por vezes causam brigas com Linden, ou confusões, mas não deixam de ser um caminho certo em algumas ocasiões. De longe é o personagem mais engraçado, causando uma simpatia automática com o telespectador.

Quem matou Rosie Larsen? Essa pergunta fica martelando na sua cabeça, e você torce pela dupla de investigadores solucionarem o caso, finalizando o sofrimento de todas as pessoas afetadas. Seattle parece sofrer também, e esse sofrimento parece se transformar na chuva que não para de cair. Cada episódio comporta um dia na investigação, e analisar como um ato pode alterar a vida de pessoas tão rapidamente. A atriz Mireille Enos recebeu muitos elogios pela atuação e a série está muito acima da média. O lado humano prevalece, seja na política, seja na família ou até na maneira como um personagem é visto pelos demais. Todos tem algo a esconder ou algo para mudar. No momento difícil seu lado mais forte vai prevalecer.