segunda-feira, 24 de outubro de 2016

TEKKEN

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Tekken é um ótimo jogo de luta, que foge dos habituais combates com poderes e foca mais no estilo de cada lutador. Enquanto no Mortal Kombat e no Street Fighter há uma predileção por determinados personagens que são presenças garantidas em todos os jogos, em Tekken você pôde gostar de todos ou de um especial. Não que o jogo não tenha um protagonista, sempre trocando de lado com o antagonista, mas a jogabilidade e o resultado obtido por cada lutador é o mesmo. Está certo que lutar com um urso possa parecer estranho, mas esse é o espírito. Fugir um pouco do habitual e ser recompensado. Eu ainda tenho o Mortal Kombat como jogo de luta preferido, mas não deixei de me divertir com Tekken, que também tem uma ótima história. A Namco mandou muito bem na produção desse jogo,  lançado em 1994 e várias continuações, um dos primeiros a utilizar a animação em três dimensões.

Para não se alongar muito, a trama principal gira em torno da relação um tanto estranha de pai e filho. O grande lutador Heihachi Mishima, herdeiro da poderosa corporação Mishima Zaibatsu, leva seu filho de cinco anos até um precipício e por surpresa do garoto é jogado de lá pelo pai. Seu nome é Kazuya, e antes de cair seu pai explica seu ato: se ele for digno de ser seu filho e por consequência um ótimo lutador, ele precisa provar seu valor sobrevivendo à queda e escalando o desfiladeiro. Sempre queremos que nossos filhos cresçam fortes, mas esse passou do limite. Na verdade o pai acreditava que o filho era muito fraco, mesmo tendo o treinado em suas artes marciais. Outro ponto que ajudou em sua decisão foi o fato de a mãe do garoto ter morrido quando lhe deu a luz. Mas Kazuya não morreu na queda, mas ficou muito ferido, principalmente no abdômen, gerando uma marca que lhe acompanhou pelo resto da vida, além das demais cicatrizes que infestam seu corpo. Prestes a morrer, uma entidade maligna percebe que o garoto tem uma força interna a ser trabalhada e um ódio que podem ser úteis para seus planos futuros e propõe salvá-lo em troca de sua alma. Ele enfim consegue, depois de muito tempo, escalar o desfiladeiro.

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Com a influência do ser maligno denominado Devil unido pelo desejo de vingança contra o próprio pai, Kazuya vai forjando sua personalidade e se preparando para ser um dos melhores lutadores de artes marciais do planeta. Após duas décadas de lutas e competições, ele se sente preparado para entrar num torneio criado pela Mishima Zaibatsu, que oferece o prêmio bilionário para o vencedor. O torneio do Rei do Punho de Ferro teria o próprio dono da organização como oponente final. Kazuya não perderia essa oportunidade por nada. O jogo lançado em 1994 conta a história desse torneio. Cada participante tem uma motivação e história particular para estar no torneio. Os mais ilustres são Marshall Law, uma homenagem ao saudoso Bruce Lee, Paul, o único lutador que conseguiu empatar com Kazuya, e King, com seu capuz em forma de leopardo. Mas o embate final cabe ao pai e filho resolver, em pleno precipício que deu origem a tanto ódio e sofrimento. O jovem enfim consegue provar seu valor vencendo o pai, e o jogando inconveniente no mesmo desfiladeiro. Infelizmente, desde que vendeu sua alma aos cinco anos de idade, Kazuya nunca mais foi o mesmo.


Herdando do pai a corporação, Kazuya elevou o grau criminoso da Mishima Zaibatsu, e organizou um novo torneio. Lógico que Heihachi havia sobrevivido e entra para o torneio com o intuito de reaver o que perdeu. Kazuya dessa vez não é páreo para Heihachi, que evitando problemas futuros, joga o filho em um vulcão. A organização Mishima foi colecionando inimigos, sendo que um deles, a Corporação G, conseguiu reviver Kazuya e com aparentemente algumas melhorias. Mas, anos depois, Heihachi descobre os planos da corporação rival e organiza o quarto torneio para captura-lo (lembrando que Kazuya não participa do terceiro torneio). Mas nesse torneio Kazuya tem uma grande surpresa: um dos combatentes do torneio é seu recém-descoberto filho, fruto do relacionamento que teve com Jun Kazama. E o pior, descobre que o garoto herdou seu Devil Gene e que se pai sabia disso é queria estudá-los.

Essa rivalidade de pai e filho toma novas proporções quando o filho de Kazuya, Jin, se une a entidade Devil sendo possuído e quase matando seu pai e avô, não que eles não merecessem, mas algo bom ainda existia no jovem. A entidade demonstrou grande poder em conseguir alimentar o ódio tanto em Kazuya quanto em Jin, e uma união familiar é algo impossível. Kazuya segue como líder da Corporação G que visa derrubar a Mishima Zaibatsu comandada por Jin, que toca o terror no mundo, enquanto Heihachi tem seus próprios planos. Duas lições pode s tirar dessa história: nunca jogo um filho de um precipício e evite vender a alma para quem quer que seja.