terça-feira, 18 de outubro de 2016

NO LIMITE DO AMANHÃ

Resultado de imagem para no limite do amanhã

Volta e meia aparecem filmes que utilizam o loop temporal como premissa para o protagonista ter chances de mudar o seu destino. Voltar no tempo e ser o único que sabe os eventos que vão acontecer e ter a chance de consertar seus erros ou modificar suas escolhas pode ser um sonho para muitas pessoas, mas ficar presas nesse período de tempo repetidas vezes pode se tornar um pesadelo. Foi o que aconteceu com Phil Connors, personagem de Bill Murray na comédia O feitiço do tempo (leia aqui) e algo parecido acontece com William Cage, interpretado por Tom Cruise no filme No limite do amanhã, de 2014, com direção de Doug Liman (Identidade Bourne). Mas por motivos diferentes.

Cage é um major rebaixado, louco para fugir da guerra que os humanos estão travando com alienígenas. Descoberto ele é posto à força para lutar contra os invasores que parecem estar bem à frente na batalha, mesmo ele nem sabendo utilizar o armamento e a tecnologia em campo, se tornando um alvo fácil para as criaturas. Sendo menosprezado pelos demais, devido a sua covardia por tentar ser um desertor, sua inexperiência mais atrapalha que ajuda, sendo rapidamente morto, banhado pelo sangue da criatura, que o derrete. Inexplicavelmente ele acorda no pelotão onde estava antes de conhecer os soldados unidade para o qual é direcionado. Num primeiro momento você pensa que tudo que aconteceu anteriormente não passou de um sonho, mas quando os eventos começam a ocorrer da mesma forma que antes, com as mesmas falas e piadinhas, você percebe, junto com o protagonista, que tudo está se repetindo. Ele tenta desesperadamente não morrer na batalha, mas sempre volta para o mesmo pelotão após sua morte.

Resultado de imagem para no limite do amanhã

Tendo a ameaça alienígena, ação e a utilização de armas, o filme lembra muito um jogo de vídeo game, onde após ser derrotado, você volta ao ponto de partida para tentar novamente. Muitas vezes o jogo é difícil e desistimos num primeiro momento, como acontece com Cage, mas a morte não é algo que dê para escapar e novamente ele entra na luta. Outra característica dos games é a habilidade adquirida pelo personagem. Sempre começamos o jogo com dificuldades, mas com o passar do tempo e várias tentativas vamos ficando melhores (tirando aqueles que jogam o tempo todo e que o joystick já se tornou parte do corpo, é claro). O personagem de Tom Cruise também vai se melhorando, ainda mais quando conhece Rita Vrataski (Emily Blunt), que começa a treina-lo diariamente, sempre após uma apresentação e a confirmação de que não era a primeira vez que se viam. Ela é uma lenda entre os soldados, a melhor combatente entre todos os militares, que mesmo assim se vê impotente contra a invasão. Como um tutorial ela o treina rigorosamente, sempre o matando quando ele se fere para que ele recomece o treinamento de onde parou.

Resultado de imagem para no limite do amanhã

Lógico que podemos perceber uma melhora nas motivações de Willian Cage que após tanto tempo com seus novos velhos amigos, ele os conhece como ninguém, mesmo eles não o conhecendo direito, sendo necessária uma apresentação toda vez que ele retorna. Talvez essa seja a principal ferramenta para ele conseguir mudar seu jeito de ser. Se afeiçoar aos colegas e não ser correspondido, mesmo que eles não tenham culpa, o torna uma pessoa que ajuda sem esperar nada em troca, uma vez que após sua morte eles nem se lembrarão do que aconteceu. A mudança em sua forma de encarar a vida é sua experiência aumentando lhe garantindo autoconfiança é uma lição ser absorvida pelo público, onde o mundo pode ser salvo após um único homem alterar seu modo de pensar.

O único problema é que os ETs parecem também conseguir se atualizar, e uma estranha ligação com o ex-major tem consequências importantes para ambos. Restam as perguntas: Por que Rita acredita em sua história?  Como vencer as criaturas alienígenas? O loop temporal tem fim? Assista e mate essas dúvidas. No limite do amanhã já tem continuação em andamento. Viva, morra, repita.