sexta-feira, 28 de outubro de 2016

FREDDIE MERCURY, A BIOGRAFIA DEFINITIVA

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Freddie Mercury figura entre as maiores lendas do rock, e é muito respeitado até por quem não gosta desse estilo de música. Seu talento é reconhecido por todos e dificilmente alguém não o relaciona com música de qualidade e apelo vocal incomparável. No livro Freddie Mercury, a biografia definitiva, a autora Lesley-Ann Jones que teve acesso a vários shows e a várias informações bem espantosas da vida do astro, me deixou impressionado em muitas passagens, tanto pelas curiosidades da vida intima do cantor, como também pela maneira particular que sua história foi tratada. Em algumas passagens nós conseguimos sentir a angustia do líder do Queen e em outras conseguimos ver os acontecimentos como filme passando em nossas cabeças, e mesmo nos momentos mais espalhafatosos e contrastantes com o que eu imaginava de um dos meus ídolos, acabo tendo aquele pensamento de que não podia ter sido de outro jeito.

Lógico que a biografia de Mercury é também uma biografia do Queen. Freddie Mercury era o Queen, não tirando a importância dos demais integrantes, que com certeza fazem parte de todas as listas de melhores do rock, seja de melhor baixista ou baterista, e só poderiam ser assim, uma vez que tocavam junto com Freddie, mas o carisma é que conta, e isso ele tinha de sobra. Seu nome verdadeiro era Farrokh Bulsara, nascido em Zamzibar, sendo que seus pais se mudaram da Índia para Zamzibar devido ao trabalho que o pai conseguira no país, mas o pequeno Farrokh foi encaminhado de volta a Bombai, Índia, para um colégio interno quando tinha oito anos. É lá que ele começa a tocar piano e a plantar a semente de sua carreira musical. Nessa época ele já estava enfrentando problemas por causa de sua opção sexual. Mas uma das coisas que percebi ao ler o livro é que ele nunca ligou muito para isso. Sua família se mudou para Londres em 1964, e é legal ver os trabalhos que ele fazia para ganhar dinheiro antes da fama, como a venda de roupas com um amigo, até dando inicio a uma banda de rock (ele já teve uma banda em sua escola em Bombai).

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Nessa parte, fatos curiosos chamam a atenção, como a religiosidade da família de Freddie, adeptos do Zoroastrismo, e a maneira como a figura do cantor, idolatrado no mundo inteiro, não é reconhecido no próprio local em que nasceu. Dificilmente ele se abria com repórteres sobre sua vida pessoal, mas o livro aborda bem as tristezas do canto e a maneira como ele lidava com essas dificuldades. Relata como conheceu Brian May e Roger Taylor e Jhon Deacon e logicamente seu relacionamento com Mary Austin, sua antiga namorada, futura amiga e pessoa em que as emoções da musica Love of my life são direcionadas. Ele adota o nome artístico de Freddie Mercury devido a uma de suas primeiras músicas e ao deus Mercúrio. Em vários momentos ele alega que sua maior inspiração é o guitarrista Jimi Hendrix e suas performances nos palcos, sempre irreverentes, são espelhadas no seu ídolo. E no palco o Queen era inigualável. Isso fica bem explicito quando é narrado a apresentação da banda no show beneficente Live Aid, onde o Queen foi a melhor banda a se apresentar, deixando outros grupos de peso no chinelo. Suas apresentações em outros países, do Rock in Rio às apresentações no Japão, onde uma verdadeira horda de fãs os esperava no aeroporto exemplificam o sucesso arrebatador que eles tinham.

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Outra parte que gosto bastante são as que falam de suas composições, gravações, experimentações em estúdio. A maneira como eles gravaram Bohemia Rhapsody, regravando em cima das faixas, e uma explicação quanto às alegorias utilizadas nessa musica, que  infelizmente muitas teorias não acertaram, sendo que cada integrante tem sua própria visão do significado dessa música, que é reconhecidamente um verdadeiro hino do rock. Nessa era que você pode baixar todas as músicas de um cantor e assistir vídeos de suas apresentações em qualquer momento do dia, ler o livro em companhia de um tablete e MP3 é uma experiência recompensadora. O sucesso, a maneira como ele tratava seus familiares e amigos, as vezes que ele excedia suas vontades, e até suas compras, tudo é exposto nessa biografia, de maneira interessante e cativante. O lado negro dele também é revelado, desde o uso de drogas até seu temperamento muitas vezes difíceis, com o grupo e com pessoas de fora. Uma infinidade de pessoas que em algum momento foi importante para Freddie são relatadas ou dão sua contribuição.

O momento em que ele contraiu AIDS e a mudança de sua forma de pensar quando foi percebendo que essa nova doença poderia ser algo sério, ao ver pessoas morrendo. Ele era apaixonado e teve uns momentos íntimos com um integrante do Village People, entre outros, mas no livro ele revela de quem teria contraído a doença e infelizmente ele também havia contaminado outras pessoas. No fim dos anos 80, mais precisamente quando efetuou um dueto com Montserrat Caballé cantando How can I go on, ele já possuía um ferida enorme na perna por causa dos efeitos da doença, que lhe gerou muito sofrimento. A cantora lírica se tornou uma grande amiga do cantor, e pensar que ele queria conhecer Pavarotti, mas ficou maravilhado com a apresentação da cantora que ele mudou de ideia e foi até ela, esquecendo de vez o tenor italiano. As consequências de sua morte e o futuro do Queen findam a biografia, onde a noticia de um filme com Sacha Baron Cohen no papel de Freedie foi dada, mas ainda não foi levado adiante. No fim foi termina sendo ainda mais fã dessa estrela do rock. The show must go on.

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