segunda-feira, 19 de setembro de 2016

HARDCORE: MISSÃO EXTREMA

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Confesso que escolhi esse filme para assistir por causa do ótimo Sharlto Cuppley, e que se ele não tivesse sido disponibilizado no Netflix eu nem teria conhecido. Felizmente dei play, a sinopse é a participação desse ator foi o bastante para me fisgar, e o filme no fim foi bem satisfatório. Ainda mais por se tratar de um filme feito em primeira pessoa, como nos jogos de tiro, e você acaba sendo o personagem principal. Beberam na fonte de Call of Duty e Battlefield, o personagem faz de tudo, parece até que você está controlando, teve gente que com certeza assistiu o filme com um controle de X-Box ou PS na mão.

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Como quase todo jogo de tiro a trama começa com você (Henry) num lugar estranho, sem saber como foi parar lá e desmemoriado. Deitado e imerso num líquido, uma garota de branco vem falar com você ligando cabos em seu corpo. Trata-se de sua esposa e você agora é um tipo de ciborgue. Ela encaixa uma perna e um braço mecânico em seu corpo e sente por você não se lembrar do que viveram juntos e por você não conseguir falar. Como em todo jogo de tiro o protagonista é mudo. A câmera vai de um lado ao sendo os olhos de quem está assistindo e o filme segue à risca o enredo dos jogos onde a ação não demora a acontecer. O laboratório em que está é invadido por Akan e seus capangas, e logo você descobre que ele tem poderes tele cinéticos. Com a força do pensamento ele consegue causar o caos no que parece ser uma base aérea em que você se encontra. Ele consegue fugir, mas sua amada é infelizmente sequestrada.

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Pra quem acha que nos novos jogos de tiro é só pegar uma arma e tocar o terror como antigamente, o filme demonstra ter estudado bem os novos jogos. Tem cenas de perseguição, parkour, lutas em cima de veículos, tiros de sniper, rapel, e várias armas. E o sangue rola solto, a violência não é atenuada. Sharlto Cuppley interpreta versões de um mesmo personagem, utilizado para ajudar nos momentos em que você mais precisa. Com tanta ação e mortes, Cuppley é o alívio cômico e ele está muito engraçado, ainda mais como um punk louco com moicano.

A história é bem simples, mas serve para o que foi proposto, e o filme tem um ar de baixo orçamento que parece mais ajudar do que tirar o mérito da produção. O grande problema do filme é que ele é muito seletivo em seu público alvo e muitas pessoas irão torcer o nariz. Em muitas cenas você fica tonto e confuso com o movimento, e pode ser um pouco cansativo, afinal não é um jogo, onde você pode ficar 24 horas jogando e esquece até de comer. Aí que entra os momentos de pausa e o suporte do elenco de apoio. Não recomendado para quem só gosta de romances ou filmes fofos, mas se gosta de Narcos e porradaria e satisfação garantida.