domingo, 28 de agosto de 2016

THE OFFICE

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The Offlice tem dinâmica semelhante à série Trailer Park Boys (veja aqui), só que com a temática completamente diferente. Transformou Steve Carrel em grande astro e é umas das séries mais engraçadas que já assisti. Trata-se de um documentário falso sobre o dia a dia de um escritório que atua no ramo de fabricação e venda de papel, a Dunder Mufflin. O documentário teria como objetivo mostrar como é a relação dos funcionários e a maneira como a empresa é administrada, mas infelizmente escolheram o escritório errado.

A começar pelo gerente regional, o iludido e sem noção Michael Scott (Steve Carrel), que se acha o melhor gerente do mundo, sempre pronto a ensinar e transmitir sua experiência profissional, com uma postura de amigo dos subordinados feita de maneira forçada e sem jeito, tomando atitudes controversas e mirabolantes, que mais atrapalham o serviço na empresa. Ele vive chamando a galera para a sala de reunião pelos motivos mais idiotas e desnecessários para fazer uma dinâmica esquisita ou para simplesmente atazanar mesmo (o vendedor Stanley já entra na sala com seu livrinho de palavras cruzadas). Faz brincadeiras em momentos errados e é especialista em causar desconforto e climas ruins. Sua frase "foi o que ela disse" utilizada para mudar o contexto de algo dito, se tornou um bordão. Ele tem um coração bom e seus objetivos são nobres, mas devido ao ego inflado e ilusão de que está fazendo algo que todos gostam, ele acaba estragando tudo. Promete prêmios maravilhosos que ainda não existem apenas para ver os funcionários felizes e causando frustração no final.

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Já o ator Rainn Wilson roubava a cena como estranho e autoritário Dwigth Schrute, um predador profissional e esnobe. Enquanto Michael tenta ser legal (não conseguindo), Dwigth não está nem aí para o que os outros pensam, pelo contrário, se esforça para que os outros "colegas de trabalho" temam seu estilo de serviço, sempre competindo para ser o melhor, causando incômodos e exigindo punições severas para quem erra, afinal ele se acha um funcionário perfeito. Na realidade ele nunca é levado a sério, suas atitudes beiram ao ridículo e sua forma de pensar é exagerada e cômica. Tanto fez que conseguiu se tornar o assistente do gerente regional, sempre bajulado por Dwight. Ele é sempre vítima das brincadeiras de Jim, seu rival na empresa, e muitos episódios se iniciam com essas pegadinhas, como a vez que a mesa de Dwight foi colocada no banheiro. Mas o grande problema de Jim é o tédio, que ele tenta sufocar com essas brincadeiras e com a amiga Pam, a recepcionista bonita, que gosta de Jim, mas já é comprometida. Os demais personagens têm suas características marcantes e possuem seus momentos especiais, como Darryl que trabalha no depósito, o estagiário Ryam e seu desvio de conduta, o contador mexicano e homossexual Oscar, entre outros, que vão ganhando espaço episódio por episódio e conquistando o público.

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A série chegou a sua 9ª temporada, mas após a saída de Carrel na sétima temporada, a série perdeu um pouco o fôlego. Terminou deixando saudades e a lembrança de muitas passagens memoráveis. Dwigth inventando um incêndio para ensinar como agir num momento de perigo, Michael tentando provar que não tem nada contra gays em mais uma reunião à contra gosto dos demais, os depoimentos dos funcionários em frente à câmera como se fossem uma entrevista, piadas sutis que o espectador entende apenas com um olhar dos personagens. O legal é que as dinâmicas das pessoas no escritório sofrem a influência do expectador, uma vez que estão sendo filmadas. Uma das passagens que achei mais engraçada foi quando Michael, temendo tomar atitudes que não serão bem recebidas no grupo, delega a tarefa ao Dwigth, como escolher um plano de saúde que agrade à todos, mas que não tenha cobertura para nada. Em um episódio ele tem que demitir alguém, e essa tarefa acaba gerando desconforto em toda a empresa, devido ao “chefe” não saber quem deve despedir e mudar de opinião de acordo com as súplicas de quem vai ser mandado embora.

Uma daquelas séries que você assiste sem compromisso e quando percebe já está rindo e assistindo aos demais episódios. Conhecendo os personagens, as piadinhas causam risos automáticos. A versão original britânica de Rick Gervais foi melhorada com essa equipe. No fim, uma série que trata de assuntos do escritório, mas que no fim você nem percebe que estão trabalhando, e você até que gostaria de fazer parte desse grupo (até certo ponto, é claro). 

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