terça-feira, 26 de julho de 2016

PRISON BREAK: EM BUSCA DA VERDADE


Os comentários que ouço sobre essa série são sempre referentes de como ela foi legal, alegações de que o personagem Michael Scofield era inteligente, relembrando como eles conseguiam sair das enrascadas, etc. Assisti a série e fiz os mesmos comentários. Prison Break é muito legal, Michael é inteligente e esperto para sair das enrascadas, o T-Bag é ruim pra caramba, e a torcida pelos planos de Michael darem certos nos deixava apreensivos, parecendo final de campeonato de futebol com disputa de pênaltis.

Lincoln Burrows (Dominic Purcell) foi preso e condenado à morte por um crime que supostamente não cometeu. Esgotando todas as chances de tirá-lo da prisão, seu irmão Michael Scofield (Wentworth Miller) está decidido em tirá-lo da prisão a qualquer custo. Planeja um intrincado esquema para uma fuga de Fox River, uma prisão na Pensilvânia, EUA, onde seu irmão aguarda a sentença ser executada. Michael estudou engenharia civil e tatua em todo o seu corpo o mapa do presídio, misturada com outras imagens que além de ajudar a camuflar o mapa, servem também como lembretes para alguma determinada fase do plano. Ele inicia seu esquema invadindo um banco na região do presídio e principia um assalto, dando margens seguras para ser preso e enviado para Fox River, onde lá começa a dar prosseguimento na fuga orquestrada.


O que torna a série boa de assistir é ver como Michael consegue atingir seus objetivos, sem entender inicialmente o que ele planeja com os atos, mas quando ele enfim consegue idealizar alguma fase do plano você entende onde ele queria chegar, ou seja, cada episódio traz uma surpresa final. Primeiramente ele teria que conquistar a lealdade de seu companheiro de cela, o mexicano Sucre, que se torna um grande amigo. Sua experiência com engenharia civil lhe garante uma posição privilegiada com o chefe da prisão, que deseja entregar uma maquete do Taj Mahal para sua esposa, e a expertise de Michael lhe rende acesso a lugares estratégicos no presídio. Outro ponto importante seria uma união com o grande mafioso Abruzzi, (o ótimo Peter Stormare), peça importante para conseguir dar continuidade na fuga fora da prisão devido às facilidades que ele poderia conseguir. Mas a confiança do mafioso não seria conquistada facilmente. Além de estudar os esquemas da prisão, como horários, turnos, guardas, funcionários, (tudo devidamente anotado como códigos em seu próprio corpo), Michael estudou os outros internos e apostou suas fichas de que o prisioneiro Charles Wastmoreland tratava-se de um lendário ladrão de bancos que, segundo algumas histórias, tinha escondido uma fortuna em dinheiro em algum lugar do país. Livrá-lo da prisão poderia lhe render uma grana para conseguir uma nova vida para ele e seu irmão. Sarah Tancredi é a enfermeira que reluta em se apaixonar por Michael, mas consegue ver algo diferente nele que o diferencia dos demais presos. 


Mas muita coisa acontece, e o prazo é curto. Tudo tem que ser feito antes da cadeira elétrica fritar seu irmão, e os problemas vão ocorrendo, nos piores momentos possíveis. Rebelião, alguns presos descobrindo o plano, brigas, entraves, etc. O maior problema do grupo tem um nome: Theodore Bagwell, ou T-Bag para os mais íntimos. Com uma dupla prisão perpétua nas costas, é o protetor de “anjinhos” na prisão e num primeiro momento tenta aliciar Michael para seu lado, mas como Michael não é lá muito chegado “nessas coisas” acabam se tornando inimigos mortais. Na verdade T-Bag é tão astuto quanto Michael, em muitos momentos consegue até ser mais esperto, e se torna uma verdadeira pedra no sapato dos irmãos. Ele tem todos os defeitos morais que um ser humano pode ter, e o pior de tudo, não tem nada a perder. O ator Robert Knepper rouba a cena varias vezes, e o público ama e odeia o personagem na mesma medida.


Mas o mal não está apenas dentro dos muros de Fox River. Lincoln fora condenado à morte por ter matado alguém muito importante, e essa história não estava tão explicada para Michael, mas uma poderosa organização quer que Lincoln seja morto o mais rápido possível, e os parentes dos irmãos correm perigo fora da prisão. A primeira temporada é demais, talvez por isso que o jogo de gato e rato das temporadas seguintes não tenham conseguido se equiparar, mas também são boas. Se na primeira temporada a fuga é importante, o subtítulo “Em busca da verdade” ficou para as temporadas seguintes. Já noticiaram a chegada de uma continuação para 2016, resta saber se todos os personagens remanescentes farão parte e como será a história. Será que sobra espaço para mais tatuagens? Boa série. Diversão garantida.