sábado, 25 de junho de 2016

JOHN WILLIAMS


Impossível existir alguém que nunca tenha assoviado uma canção composta por John Williams. Considerados um dos maiores compositores de trilhas sonoras, muitas vezes sua musica ultrapassa a fama dos filmes a que pertence. Tão conhecidas que num simples toque de sua melodia, logo nos vem à mente personagens icônicos do cinema, cenas inesquecíveis e até um sentimento nostálgico de algum momento de nossa infância. Presença garantida em filmes de Steven Spielberg e Star Wars, um maestro atual e cultuado pelos nerds.

Nascido em Long Island em 1932, John Williams só perde para Walt Disney em indicações para o Óscar, foram 50. No inicio de sua carreira ele trabalhou em vários clubes de Jazz em Nova York, onde foi descoberto e chamado para fazer trilhas sonoras para programas de TV (o tema do seriado Perdido no Espaço e O Túnel do tempo foram feitos por ele) e posteriormente filmes. Após a segunda metade da década de 60 ele não parou mais, fazendo um sucesso atrás do outro e se tornando figura repetida nas festas do Óscar nos anos que se seguiram.  Recebeu seu primeiro Óscar em 1967 com a trilha sonora do filme Um violinista no telhado.


Filmes de grande bilheteria nos anos 70 ajudaram a consolidar sua carreira, alguns deles com muitas estrelas do cinema e com temas de catástrofes e acidentes, como O destino de Poseidon (de 1972, com Gene Hackman no papel principal, anos antes de interpretar Lex Luthor no filme Superman, também com trilha sonora de Williams), Terremoto (de 1974, Charlton Heston e Eva Gardner, em um filme que relata os acontecimentos ocorridos antes, durante e depois de um terremoto em Los Angeles, trata-se do filme que o Seu Madruga convida a vizinha bonita para assistir, dizendo “Vamos fazer terremoto”) e Inferno na Torre (também de 1974 – realmente esse tipo de filme fazia sucesso na época - sobre um incêndio em um prédio de 138 andares, onde Steve McQueen interpreta um heroico bombeiro). Até aí John Williams era “apenas” um talentoso compositor e maestro. Mas aí isso muda completamente.



Daí para frente ele se uniu a Steven Spielberg e fez a trilha sonora de Tubarão, Indiana Jones, Contatos imediatos de 3º Grau, A Lista de Schindler, ET, Jurassic Park e todos os outros. Em 1977 ele entrou de cabeça no mundo de ficção e nos presenteou com toda a trilha sonora de Star Wars, desde o tema até a marcha imperial. Parecia que ele tinha recebido uma poção de inspiração e criado toques assoviáveis e memoráveis, que faziam o publico sair do cinema assoviando uma musica que ouviu há poucos minutos antes. Eu já amarrei uma toalha nas costas e imitei o Superman cantando a música composta por ele para o filme do Kriptoniano de 1978.


Mas ele não dependia de George Lucas e Spielberg para conseguir um filme para compor, muito pelo contrário. Ter seu nome nos créditos elevava o filme a um patamar especial. Se a música é boa, o filme também é. Outros filmes conhecidos são Esqueceram de mim, Harry Potter (pois é), Prenda-me se for capaz, Minority Report, Stargate, Memórias de uma Gueixa e novamente o novo Star Wars de 2015. Ele é muito atuante, mesmo com 84 anos (muitos trabalhos de qualidade foram criados após ele fazer 70 anos). Muitos desses filmes eu nem sabia que era ele o autor da trilha sonora. Parabéns.