domingo, 19 de junho de 2016

ALIEN


Antes de 1979 o terror não tinha uma figura espacial realmente medonha. Eram monstros com tentáculos ou com fantasias toscas (pertinentes à época que foram criados), sendo o pânico gerado apenas com a ambientação das cenas. Pode até ter existido algum filme que amedrontou o público com algum extraterrestre antes, mas foi com Alien, dirigido por Ridley Scott, que percebemos o quanto uma criatura de outro planeta pode gerar medo. Juntamente com o ambiente claustrofóbico, suspense e perigo eminente que acompanha o telespectador do inicio ao fim, a imagem do nosso querido e amedrontador Xenomorfo ajudou bastante a tornar o filme um grande sucesso com alto teor cult entre os nerds.

No Brasil o filme levou um ótimo subtítulo, O Oitavo Passageiro, onde acompanhamos as desventuras de um grupo de mineradores espaciais retornando de uma missão na famosa nave Nostromus e recebendo uma estranha mensagem de socorro de um planetoide no caminho. Acordado de sua animação suspensa, alguns tripulantes vão até o pequeno planeta apenas para encontrar estranhos seres mortos (com o peito explodido de dentro pra fora), e um dos tripulantes é acidentalmente preso a um parasita agarrado ao seu rosto. Após retirarem o parasita, o integrante tem a infeliz surpresa: um pequeno Alien sai de seu peito em uma das cenas mais impactantes do cinema. Misericórdia acontecer isso comigo. A partir daí temos uma trama de gato e rato (o alienígena é o gato), onde cada parte escura da nave pode conter o perigo, e ficar sozinho significa morte certa. Filme de sucesso que rendeu ótimos trabalhos no futuro para o diretor Ridley Scott (sinônimo de bons filmes) e a mocinha não tão indefesa Sigourney Weaver.


A figura do Alien e o visual dos cenários foram criados pelo artista plástico H. R. Giger, vencedor do Óscar por esse trabalho. Suas obras surreais e com toques futuristas e fantásticos renderiam um ótimo post aqui no blog. A ferocidade desse alienígena criada para o filme, com alguns toques únicos para diferenciar sua estrutura física de outros monstros do cinema, como seu sangue ser corrosivo e a saliência com presas que saem de sua própria boca, surpreendendo quem tentar segurar sua mandíbula evitando mordidas. Lógico que esse sucesso renderia outras continuações.

Evitando criar um filme parecido com o antecessor, o grande diretor James Cameron nos trás Aliens (no Brazil Alien: o resgate), onde Ellen Ripley (Sigourney Weaver novamente) se encontrava em animação suspensa por 59 anos e retorna ao planeta estranho do filme anterior, agora colonizado por humanos. Desta forma ela volta a esse planeta para ajudar as famílias que se encontram na região, sem saber dos perigos que estão correndo. Cameron está acostumado a mostrar uma mulher forte em seus filmes (como Sara Connor em O exterminador do Futuro), e Ellen Ripley está mais durona, preparada para ajudar a guiar os fuzileiros nessa empreitada. O problema é que sua filha também entra na jogada, deixando missão um pouco mais delicada. Há uma disputa para escolher o melhor filme de Alien, são dois grandes filmes com os mesmos personagens, mas com temática diferente. Um tem enredo com alto teor de suspense, enquanto o outro demonstra ter mais ação.


Mas o terceiro filme de 1992 retorna um pouco suspense inicial, onde Ripley se encontra em um planeta que funciona como uma prisão de segurança máxima, sem armas ou tecnologia necessária para se defender de seus perseguidores alienígenas de sempre. Mesmo sendo dirigido por David Fincher (de futuros sucessos como Seven e a série House of Cards) o filme não conseguiu superar o sucesso de seus antecessores, mas era uma tarefa muito difícil. Mesmo assim o filme tenta dar um fim a história de Alien, pelo menos em sua relação com Ellen Ripley. Mas Sigourney Weaver retornou em Alien: A Ressurreição, onde ela é clonada para que cientistas consigam recriar o Xenomorfo alienígena e formar um exercito. Não precisa dizer que isso sai do controle e causa um pânico geral na nave em que estão. Mas o sucesso inicial não foi alcançado, muito menos pelos Alien X Predador que vieram posteriormente. Mas tivemos a grande surpresa de Ridley Scott retornar na direção com Prometheus (clique aqui) em 2012, que não abordou diretamente o tema de Alien, com o Xenomorfo sendo o principal antagonista. Nesse filme alguns mistérios que envolvem o passado da franquia  são revelados (ou enriquecidos?). Esperamos que Scott nos surpreenda com a continuação.