sexta-feira, 22 de abril de 2016

DUCK TALES - OS CAÇADORES DE AVENTURA


Produzida entre 1987 e 1990, Duck Tales – Os caçadores de aventuras é o desenho de maior sucesso da Disney e o de maior duração, com seus 100 episódios. Inspirados nas clássicas histórias criadas pelo lendário Carl Barks, um artista que pode ser incluído no mesmo patamar de Will Eisner, Hergé e Hogo Pratt, Barks era considerado o Homem dos Patos. Começou na revista do Donald e seu enorme sucesso com o azarado pato lhe rendeu oportunidades de criar um personagem para uma nova revista em quadrinhos para a casa do Mickey. Inspirado no personagem Scrooge de Um conto de Natal, de Charles Dickens, ele deu vida ao pato mais rico do mundo, e avarento também, o Tio Patinhas.

Boa parte das tramas criadas (e desenhado) por ele para o gibi do Tio Patinhas foi adaptada para o desenho exibido no fim da década de 80, onde Patinhas vivia suas aventuras ao lado dos sobrinhos, Huguinho, Luizinho e Zezinho. Como o proposto por Carl Barks, as aventuras tinham um ar de Indiana Jones, (na verdade George Lucas e Spielberg é que utilizaram as aventuras do Tio Patinhas para gerar algumas cenas do arqueólogo), o ricaço e seus sobrinhos viajavam para os quatro cantos do mundo, muitas vezes em companhia do atrapalhado Capitão Boing, que se gabava de todos os pousos em seu hidroavião serem forçados.


Enquanto que nas histórias de Carl Barks o Pato Donald sempre fazer parte das aventuras, no desenho o rouco tio dos garotos participa em poucos episódios, como no primeiro em que deixa os sobrinhos com o tio para poder se alistar em um importante cargo na marinha (faxina). Sempre temendo uma aversão das crianças pelas obrigações e fortes relações impostas pelos pais, a Disney sempre preferiu tratar a familiaridade dos seus personagens entre tios e sobrinhos, nunca tendo a imagem paterna abordada. Desta forma não causou estranheza o Donald ficar ausente na maior parte dos episódios.


Aqui os sobrinhos são retratados como garotos inteligentes e corajosos, sempre prontos a ajudar o tio a conseguir desvendar mistérios e encontrar tesouros, diferente dos endiabrados sobrinhos que atazanavam o Donald nos desenhos das décadas anteriores. Não raras as vezes que, juntamente com o amigo Asnésio, procuram formas de conseguir uma estrela de bravura para seu uniforme de escoteiros mirins. Foi até lançado um manual de escoteiros para que fosse colecionado nas livrarias. Além de Asnésio e Boing outros personagens também foram criados para o desenho, como o mordomo Leopoldo e a espalhafatosa governanta madame Patilda. Para que houvesse uma identificação feminina foi criada a jovem Patricia (uma espécie de jovem Margarida) para interagir com os sobrinhos. Nas temporadas adiante também surge o Robo-Pato.


Outros personagens de Barks como o Professor Pardal, sempre fabricando as engenhocas mais estranhas, ou os Irmãos Metralhas. Estes últimos, sempre tratados como se fosse um grupo parecido entre si, no desenho cada um tem sua característica peculiar, em especial temos a líder superprotetora Mamãe Metralha, o Tampinha, o comilão e não muito inteligente Pipa, entre vários outros, que não poucas vezes se unem ao rival do Tio Patinhas, o Pão Duro MacMoney, ou a feiticeira Maga Patológika, sempre em busca da querida moedinha numero um do Patinhas. Em compensação, os Metralhas sempre arquitetavam um plano para invadir a Caixa Forte, onde Patinhas fazia seus mergulhos matinais em quaquilhões de moedas.

Para mim as melhores histórias são as que Patinhas relembrar de seu passado, no Klondike, em plena corrida do ouro, onde fez fortuna e conheceu o grande amor de sua vida, a Dora Cintilante. A Abertura do desenho é impossível de não ser reconhecida. Bons tempos do SBT.