terça-feira, 22 de março de 2016

SUPERMAN: O FILME



Uma das grandes controvérsias em torno do Superman é o seu disfarce, (como se um homem que voa e tem super poderes não fosse controverso demais), onde apenas um óculos faz com que as pessoas não consigam identificar a diferença entre o repórter do Planeta Diário e o Superman, mas quando assistimos ao filme de 1977,  conseguimos ter essa impressão e imaginar duas pessoas diferentes. E isso foi um trabalho para o super Christopher Reeve.

Mesmo depois de tantos filmes de super-heróis, eu ainda considero o Superman / Clark Kent de Reeve a interpretação mais emblemática de todas, que foi capaz de alterar o próprio personagem nos HQs, fisicamente e psicologicamente. Quando se fala em Superman a imagem do ator com o uniforme do personagem ainda vem à mente de muitas pessoas, mesmo depois de novos filmes, séries e animações. Não houve um Superman à altura de Reeve, e após seu acidente trágico e por fim sua morte, o personagem ficou permanentemente ligado a ele.


Após os Kriptonianos não darem ouvidos ao cientista Jor El (interpretado por Marlon Brando), de que o planeta Kripton estava fadado à destruição, o cientista envia seu filho ainda bebê para um planeta distante, chamado Terra, iluminado por um sol amarelo que lhe conferiria superpoderes. Após o foguete contendo o último Kriptoniano decolar o planeta é destruído em uma enorme explosão. Chegando ao destino, a nave que contem o garoto é encontrada pelo casal Kent, fazendeiros na cidade de Pequenópolis (ou Smallville se preferir), que o cria como se fosse filho.

Após crescer e descobrir de onde vinha, o jovem Clark Kent consegui controlar seus poderes e sai da pequena cidade em direção à Metropolis, grande cidade com mais recursos e mais pessoas para ajudar. Ingressando na carreira jornalista, é admitido no Planeta Diário, onde conhece a repórter Lois Lane (Margot Kidder), entre outros. Com sua chegada os jornais começam a investigar as aparições de um ser voador, um vulto azul e vermelho que está salvando pessoas em perigo pela cidade. Superman torna-se instantaneamente a sensação de Metropolis.


Mas enquanto se apaixona pela amiga repórter, Superman terá que enfrentar as maquinações de Lex Luthor (Gene Hackman – muito bom) que planeja separar o estado da Califórnia do resto do país por intermédio de mísseis nucleares (parece que o Lex Luthor dos cinemas só pensa em terras e áreas geográficas).

O filme do diretor Richard Donner foi um grande sucesso, com o slogan “Você vai acreditar que um homem pode voar”, o longa conseguiu povoar a mente das crianças e surpreender os adultos. A trilha sonora de John Williams fez história, tornando um hit e inevitavelmente ligado ao personagem quando ouvida. A produção foi rebuscada e grandes atores foram chamados para os papeis chaves. Marlon Brando foi uma peça chave para dar peso ao filme, onde seu nome aparecia em evidencia devido ao grande respeito que possui no meio, mas foi Gene Hackman que brilhou como vilão da trama, um Lex Luthor humorado e egocêntrico. Eles tinham a música, o roteiro e as estrelas, mas não tinham o ator principal.


Só depois de muitas tentativas o desconhecido Christopher Reeve foi escalado para o papel. Hoje não conseguimos imaginar um Superman diferente. O repórter desajeitado, que nem consegue andar sem derrubar objetos, e está sempre se desculpando pelas suas atrapalhadas, começa uma grande amizade com Lois Lane, que o tem como amigo, pois está de olho no novo visitante de Metropolis que sempre a salva de perigos e enrascadas.

Depois de varias encarnações, o personagem perdeu um pouco seu carisma, sendo sempre comparado com Batman, como um rival, e a torcida sempre pende para o lado do morcego. Mas quando me lembro do Superman de Christopher Reeve eu até torço pelo Kriptoniano. O ator não conseguiu se livrar da sombra do herói, ainda mais após seu acidente, mas não é ruim ser lembrado como um Super Homem. O filme foi um divisor de águas e assistido hoje pode parecer um tanto inocente, mas não se engane, é o melhor Superman que já existiu.

S S S S: