terça-feira, 15 de março de 2016

JUSTICEIRO - EM ZONA DE GUERRA


O Justiceiro é de longe um dos mais letais personagens da Marvel, que como seu nome original sugere (The PunisherPunidor), ele pune os criminosos e, diferente da maioria dos outros heróis, faz sua própria justiça, matando sem dó nem piedade.

Criado em 1974 por Gerry Conway, Ross Andru e John Romita como antagonista do Homem-Aranha, o Justiceiro ganhou notoriedade nos anos 80, na onda dos filmes de ação estrelados por Stallone, Schwarzenegger e Chuck Norris, onde um homem bem treinado e com armas até o pescoço era considerado um exército de um homem só. Considerado como um psicopata pelos outros heróis, ele tem um código de honra que o faz matar apenas criminosos e por varias vezes ideologia foi um motivo para ser detido pelo Demolidor, pelo Homem-Aranha e até o Capitão America, este ultimo uma espécie de herói para o Justiceiro.


Seu verdadeiro nome é Frank Castle, ex-fuzileiro e um dos agentes mais bem treinados do governo, que em um piquenique com a família testemunham ações da máfia no local, que acabam matando sua mulher e os filhos, deixando Frank quase morto, mas que depois de algum tempo se recupera e vai à busca dos assassinos e os mata um por um. A partir daí começa uma carreira contra os criminosos, sempre sem fazer prisioneiros, com poucos amigos e armado até os dentes. Ele é um sujeito amargurado e com uma depressão profunda, e suas ações contra o crime já o fez ir contra a maioria dos heróis da editora.

Seu sucesso era tanto que o personagem encabeçava duas revistas mensais nessa época. The Punisher: War Jornal e The Punisher: War Zone, que dá o nome ao terceiro filme do Justiceiro. Em 1989 Frank Castle foi interpretado pelo grandalhão Dolph Landgreen, e em 2004 sua origem foi recontada num filme morno e com John Travolta como vilão. Mas foi e 2008 que conhecemos o melhor Frank Castle até então.


Em Justiceiro – Em Zona de Guerra, o roteiro e imagem do filme são baseados na cultuada era em que o roteirista Garth Ennis passou pela revista nos anos 2000. Sua origem não é recontada, mas podemos ver desnecessários flashes durante o filme, que já começa com o nosso anti-herói invadindo uma grande festa da máfia e detonando tudo que vê pelo caminho. O ator Ray Stevenson pode não ser um bom ator, mas o seu Frank Castle é o que deveria ser, um homem calado e angustiado, ainda mais quando ele mata sem querer um agente do FBI infiltrado entre os mafiosos. Infelizmente nem todos os criminosos morreram e um deles, que teve o rosto todo desfigurado por Frank e que adota o nome de Retalho, se torna o vilão da vez e parte para a família do agente do FBI que foi morto pelo Justiceiro, pois estava com o dinheiro da operação, e passam a ser caçados pelo Justiceiro.

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O filme tem algumas falhas, como a escolha do ator para fazer o vilão, que mais parece um palhaço e descaracterizou o personagem, mas o filme acerta com as cenas de ação e violência. Contar uma história de Justiceiro sem sangue seria como contar uma história de Ayrton Senna sem carros. Desde o começo o sangue jorra, e o Justiceiro usa e abusa de seu armamento (e até as próprias mãos) para poder punir seus inimigos. O filme está cima da média, mas no fim você acaba achando que o anti-herói merecia algo mais a altura.

Mas isso está perto de acabar, pois em 18 de Março estreará a nova temporada da série do Demolidor no Netflix que promete trazer até os fãs o melhor Justiceiro já visto. A história de Justiceiro e do Homem Sem Medo começou com a série clássica escrita por Frank Miller e já citada aqui no blog (Demolidor, Homem sem medo), onde os dois se encontram e trocam murros por serem de opiniões opostas, e é isso que veremos nessa nova temporada. Ao assistir Justiceiro – Em Zona de Guerra você acaba ficando curioso em saber como o truculento personagem será tratado na trama. Como ele mesmo disse ao Demolidor em relação aos criminosos: “Você bate eles se levantam, eu bato e eles ficam no chão”. Obrigado Netflix.