sexta-feira, 11 de março de 2016

BREAKING BAD


Não há como negar que Breaking Bad foi um fenômeno. Acompanhar durante cinco temporadas a transformação do professor de química, Walter White, em chefão do tráfico em Albuquerque, no Novo México, foi uma experiência gratificante. A mudança de comportamento de White gerou sentimentos conflitantes em quem assistia à séria, muitas vezes torcendo por ele, mas sabendo que suas ações estavam indo longe demais. Diversos prêmios confirmam o sucesso do seriado, com reconhecimento de crítica e público, sendo considerado por muitos como a melhor da história, dando um status de estrela aos protagonistas Bryan Cranstom e Aaron Paul, que ganharam muitos prêmios, em especial Cranston, que garantiu ao seu personagem um reconhecimento além do esperado pelo criador Vince Gilligan.

Walter White é um pacato professor de química que descobre, pouco depois de completar 50 anos, que está com câncer no pulmão e que sua esposa, Skyler, está grávida.  Seu filho mais velho tem paralisia cerebral, que o faz querer arrumar o máximo de dinheiro possível para garantir um futuro para sua família depois que ele morrer. Para alcançar esse objetivo, decide fabricar metanfetamina e se une a um antigo aluno, Jesse Pinkman (Aaron Paul), pequeno traficante do local, para que possa entrar nesse “mercado”.


Essa união gera muitos problemas, a começar pelo jeito desleixado de Jesse contra um estilo cuidadoso e certinho de Walter, que escolheu a alcunha de Heisenberg para não ser reconhecido nesse “meio”. Logicamente as situações entre os dois geram problemas que são solucionados de maneiras mais improváveis. A droga fabricada por White é considerada a melhor que já foi traficada em todo o mundo, devido ao grau de cuidado que ele trata sua fabricação. O negócio vai crescendo e outros personagens vão interagindo com a dupla, sempre escapando das enrascadas com a ajuda do experiente e bem treinado Mike, do advogado trambiqueiro Saul Goodman, e muitas vezes por méritos próprios. Além de se esquivar dos problemas criados por ele mesmo e por seus comparsas, White tenta esconder esse seu lado criminoso de sua família, e em especial de seu cunhado Hank, chefe da Agência Antidrogas da região.

A série tem muitos momentos marcantes e situações que se tornaram marcas registradas, como o Walter White de cueca em frente a um trailer nas regiões desérticas ou o velho traficante Salamanca e sua campainha do sim ou não (?!), a cabeça de um traficante mexicano em cima do casco de uma tartaruga, o disfarce de Heisenberg, as brigas de Jesse e White, os outdoors do advogado marqueteiro, o milagroso cristal azul que poderá gerar os momentos mais alucinantes nos usuários, etc.


Não é apenas o comportamento de Walter White que muda na série. Sua mulher também terá momentos de transição, não reconhecendo o marido e alterando sua forma de agir. Outros personagens seguirão sua maneira de pensar, como o esforçado cunhado de White, incansavelmente em busca da verdade. O alívio cômico fica por conta de Saul Goodman (acompanhe sua história aqui no blog em Better Call Saul) e os dois amigos atrapalhados de Jesse. Outro comportamento que se transforma na série é do próprio expectador, que torce pelo bandido desde o começo, mas que vai alterando seu modo de pensar de acordo com as ações de White. Jesse sofre bastante, mas vários outros personagens terão sua vida mudada (destruída) por conta dessa união entre aluno e professor.

Mais uma série que causará saudades em quem assistir. Podem achar que o titulo de melhor série da história é exagero e que a série nem é tudo isso, mas posso garantir que é uma das melhores que você irá assistir. Até o ator Antony Hopkins adorou, a ponto de escrever uma carta aos produtores, elogiando a série e declarando que a desempenho de Bryam Cranston foi a melhor interpretação que ele já viu em toda a vida. Não foi o Capitão Super Nerd que disse isso, foi o Antony.