sexta-feira, 18 de março de 2016

ANOS INCRÍVEIS

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Há uma discussão para saber qual é a melhor série de todos os tempos e as torcidas defendem com unhas e dentes as sua preferidas. Ficam os defensores de  Breking  Bad, The  Walking Dead, Game of Thrones e até Prison Break se degladiando. Mas com todos esses nomes, se você questionar uma pessoa de 27 a 40 anos (ou mais) e incluir na lista a série Anos Incríveis, um sorriso vai surgir no rosto do entrevistado e sua analise irá oscilar.

A série era perfeita. Agradava a quem tinha a idade do protagonista  Kevin Arnold  (como eu) e também que era mais velho e se lembrava de ter tido as mesmas experiências que o garoto. Depois de uns anos, com as reprises, eu pude sentir o mesmo que os mais velhos na época e ainda me relembrar do que assisti, mas agora com outros olhos e sentimentos. Só a música de abertura (uma versão de Joe Cocker para o clássico With a Little Help From My Friensd do Beatle Ringo Star – mate a saudade no fim do post) gera uma enorme sensação nostálgica que o fará lembrar-se da série e de momentos pessoais e felizes que você tinha na época. 

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Kevin é um típico garoto americano da época, que utiliza o ônibus escolar com os amigos para ir ao colégio, em que a mãe, Norma, é uma dona de casa que vive para o marido e os três filhos. Seu pai Jack, uma figura que amedronta ao mesmo tempo em que fascina o garoto, trabalha fora e é a única fonte de renda familiar. Seu imaturo irmão Wayne, um pouco mais velho, vive as turras com ele enquanto a irmã mais velha, Karen, já está na idade de querer sair de casa e se relaciona com os jovens “hippies” que começam a desenhar um novo tipo de jovem na época. Alguns episódios abordam bem esse convívio familiar, sempre com um ensinamento aprendido pelo garoto que passa a compreender como as “coisas” funcionam. O episódio em que Karin se sente deslocada em relação ao pai, que ainda a considera como criança, tem Kevin apenas como um observador, mas que consegue entender e juntamente com quem está assistindo, percebe que as pessoas mudam e que essas transformações farão com que coisas boas do passado ficar só na lembrança.

 

Já as brigas com Wayne causam os momentos mais cômicos, como o irmão mais velho atrapalhando o convívio social do mais novo. Já os episódios que mostram a relação que Kevin tem com o pai são, pelo menos para mim, os melhores, que mostram uma mistura de aprendizado para o garoto e também uma visão das ações de seu pai, incorretas ou não, e suas motivações. Já a mãe o tem (e o terá para sempre) como um bebê. O vizinho e melhor amigo de Kevin é Paul Pfeiffer, CDF magrelo e de óculos, com todos os tipos de alergias possíveis. A amizade dos dois é testada em vários momentos da trama, mas sempre sobrevive. Os dois passam por vários momentos de descobrimento e autoconhecimento juntos, como a vez que os dois começam a namorar ou quando Kevin tem que enfrentar o valentão da escola. Por muitos anos ficou rondando a lenda de que Paul foi interpretado pelo estranho roqueiro Marilyn Maison (em uma entrevista, o roqueiro informou que o próximo que perguntar se ele era o Paul do seriado Anos Incríveis iria levar um soco). Na verdade Paul foi interpretado por Josh SavianoWinnie Cooper era a namorada de Kevin, que entre varias discussões e reconciliações é o par principal do garoto na série, pois afinal de contas ele namorou a terrível Becky Slater (que o ensina como uma “ex” pode ser perigosa).

Em muitos momentos nos sentimos mal pelas escolhas de Kevin, por ter tomado as mesmas atitudes quando éramos pequenos, outras vezes entendemos que essas atitudes são necessárias para que ele aprenda uma lição de caráter que vai moldar suas ações no futuro. Em paralelo aos dilemas e experiências da adolescência temos os problemas sociais que são sutilmente abordados na série, como a Guerra do Vietnam e o homem pisando na lua, ou a crítica ao estilo de vida americano.