terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

X-MEN – DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO


Juntamente com o filme do Homem Aranha no início dos anos 2000, X-Men foi um do filmes que definiu o futuro do cinema em relação às obras em quadrinhos. Tanto um como o outro tiveram uma ótima continuação e um desfecho com o terceiro filme no mínimo ruim, sendo obrigados a reiniciarem as franquias com um reboot. No caso dos X-Men o reboot foi feito num contexto original e interessante com X-Men – Primeira classe. Ficou uma questão na mente dos nerds, seria um reboot ou apenas uma nova trilogia contando o passado da equipe mutante? Muitas diferenças nos fizeram acreditar que seria um reboot, ainda mais com novos filmes do Wolverine sendo lançados. A dúvida permaneceu até chegar aos cinemas à continuação de “Primeira Classe” – “X-MenDias de um futuro esquecido”.

Meu primeiro contato com a trama foi com a adaptação animada do começo da década de 90, com o saudoso desenho dos X-Men. Só anos depois fui ler o HQ, mas já não teve o mesmo impacto. Na verdade nem o desenho e tampouco o filme abordaram fidedignamente o HQ, mas que filme fez isso? (Eu respondo: Sin City e 300 de Esparta são alguns). Na HQ a X-Man Lince Negra volta ao passado para alertar o X-men e tentar salvar o Senador Kelly de um assassinato pelas mãos de um mutante, no HQ era a mutante Sina, mas no desenho e no filme torna-se a Mística. O assassinato do político provocaria a autorização governamental para a construção dos Sentinelas, que exterminariam a raça mutante e gerariam a segregação no futuro em que ela veio.


Muitas são as diferenças com o filme. Tudo começa no futuro, uma continuação da trilogia original, onde os gigantescos robôs Sentinelas procuram os últimos mutantes sobreviventes, entre eles estão: Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Lince Negra (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), dentre outros (que não foram lá bem utilizados como poderiam, como o Homem de Gelo, Blink, Bishop e novamente Halle Berry como a Tempestade, a atriz não tem muita sorte com quadrinhos). A única opção que a raça mutante tem para conseguir sobreviver e enviar a consciência de Logan para os anos 70 (há alguns motivos discutidos no filme para justificar a escolha, mas logicamente o carisma do ator e personagem conta muito), para que ele mesmo, naquela época, possa contatar o jovem Xavier(James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) e tentar impedir o futuro.


Mas Wolverine encontrará dificuldades  com o antigo Xavier, que após seu grupo ser desmantelado, (no decorrer da trama é explicado como isso ocorre) se entregou ao tédio e a autopunição com bebidas e remédios. Da mesma forma Magneto ainda tem seu fanatismo ideológico à frente de suas ações e se encontra preso em um complexo especial para conter seus poderes. Mística (tem uma boa participação no filme, pois os Sentinelas utilizam seu DNA no futuro para mimetizar poderes, o que a faz tentar matar o criador dos Sentinelas Bolivar Trask (Peter Dinklage de A guerra dos Tronos), o que desencadearia a autorização do governo para a construção dos Sentinelas e etc.

Alguns personagens são bem utilizados, outros nem tanto. O futuro poderia render mais, mas o enredo na década de 70 está muito bom, até com surpresas como a presença do narigudo Richard Nixon e uma nova explicação para a morte de Kennedy. A participação de Mercúrio (Evan Peters de American Horror History) é muito legal. Logicamente as estrelas são Wolverine, Mística e Magneto, pois são interpretados por atores do momento, mas vale muito a pena conferir. O filme é bom e conseguiu unir a trilogia original com os futuros filmes do X- Men, e esse ano terão a continuação. Alguns vão torcer o nariz devido ao fim do filme e as reviravoltas, mas é um filme acima da média que merece ser visto e também curtido por uma grande maioria.