quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O CASO DOS DEZ NEGRINHOS




O caso dos dez negrinhos é para mim o melhor livro de Agatha Christie. Hoje o nome do livro sofreu alterações, pois em inglês a palavra “nigger” do título original  Ten little niggers tem uma conotação racista e foi trocado para evitar problemas. O Brasil também seguiu essa alteração e o livro agora passa a se chamar “E não sobrou nenhum”, o que é uma besteira, pois os Dez Negrinhos citado no livro refere-se a uma cantiga infantil referente a estatuetas que também é conhecida utilizando pequenos índios ou soldadinhos, não tem nenhuma conotação racial no livro. Agora se a autora era racista não tem como saber, mas o livro vale a penas para todos independente de classe, cor, raça ou religião.


A história começa com algumas pessoas recebendo um convite para passar uma temporada em uma mansão numa ilha com todas as despesas pagas. Todos os convidados aceitam o convite, ou por causa da boca livre ou curiosos para saber o motivo de terem sido convidados. Reunidos os convidados somavam dez pessoas, uma vez que o mordomo e sua mulher também foram chamados misteriosamente para a remota ilha. Sem um anfitrião e sem maneiras de sair da ilha, ficam presos sem conseguir se comunicar com o mundo exterior. A situação se complica quando na primeira noite após o jantar uma gravação em alto falante denuncia crimes cometidos por cada um dos convidados e acima da lareira a cantiga dos dez negrinhos pode ser lida, contando como cada um dos negrinhos morria até sobrar nenhum. Logo um a um começa a ser assassinados da mesma forma que os negrinhos da canção.

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Começam a desconfiar um do outro e o leitor passa a torcer por seu personagem favorito não morrer ou não ser o assassino. Como um Big Brother sangrento (e com certeza muito mais legal) os prisioneiros fazem alianças e tentam descobrir quem deles é o assassino ou identificar qual deles é confiável.

Agatha Christie é considerada o Alfred Hitchcock literário. Ambos eram tipificados, uma vez Alfred Hitchcock confirmou isso dizendo que se algum dia ele decidisse filmar Cinderella alguém procuraria um corpo na carruagem. Agatha tinha que usar o pseudônimo Mary Westmacott para escrever seus romances que não tinham sua marca registrada, mortes e mistérios, mas era como a Rainha do Crime que ela brilhava. Livros como Os crimes ABC ou a criação do detive Hercule Poirot e Miss Jane Marple a ajudaram a consolidar sua fama, reconhecida até pelo Guiness como a romancista que mais vendeu livros no mundo. De todos esses livros o Caso dos dez negrinhos (ou E não sobrou nenhum) é um dos melhores e te fará não querer parar mais, até chegar ao final e desvendar o intrincado mistério.

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