terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

HOMEM FORMIGA


São com os heróis menos conhecidos do grande público que a Marvel está conseguindo criar seus melhores filmes. O Homem Formiga foi uma grande atração, muito melhor que Vingadores e Cia, que já demonstrou estar se repetindo. O público está querendo coisas novas, menos Homem de Ferro e mais Deadpool. Uma novidade e reinvenção são sempre bem vindas. Tramas que poderiam ser um fracasso se tornam um sucesso quando o roteiro é abordado com originalidade. Isso ocorre com o nosso pequeno herói.

Paul Rudd interpreta Scott Lang, um presidiário recém-libertado, que havia sido preso por ter roubado seu antigo empregador em uma manobra hacker que ajudou clientes desafortunados. Decidido a mudar de vida, Scott até tenta manter seu novo emprego em uma sorveteria, mas seu passado criminal junto com a necessidade de ser um bom pai para sua filha (que agora vive com a mãe e um padrasto policial), Scott acaba aceitando um “trabalho” proposto por seu antigo amigo de cela, o engraçado mexicano Luiz (Michael Peña), de invadir a mansão de um milionário e arrombar um cofre secreto, mas acaba encontrando apenas um capacete e uma roupa estranha.


Até aí tudo é parecido com os quadrinhos, mas mudanças na história, necessárias para a adaptação cinematográfica, vieram muito a calhar e conseguiram se encaixar no universo criado pela Marvel para os cinemas. Não preciso dizer que o estranho uniforme foi vestido por Lang e acionado acidentalmente, fazendo-o ficar do tamanho de uma “formiga”. Depois de uma investigação ele descobre que o traje pertence à Hank Pym, seu inventor e antigo usuário. Aí começam algumas modificações na história oficial nos quadrinhos, mas que foram muito boas e ajudaram na trama. Hank Pym, (um bom papel para Michael Douglas), era um antigo membro da SHIELD que após um acontecimento que mudou sua vida, resolve esconder o traje e sua tecnologia para que não caiam em mãos erradas, por exemplo, Darren Cross, seu antigo pulo e atual presidente da sua empresa Pym Technologies. Cross almeja criar um traje com potencial armamentista, e está perto de conseguir alcançar seus objetivos criando o traje do Jaqueta Amarela, o que faz com que Pym planeje um contra ataque tendo Scott Lang como arma secreta.


As melhores cenas com certeza são aquelas em que Scott Lang diminui seu tamanho e interage num ambiente gigantesco. Como nos gibis, o capacete do Homem Formiga faz com que o diminuto herói consiga interagir com insetos e o esforço de Lang para tentar controlar esse poder rende muitos momentos humor e também de autoconhecimento. A relação de Scott, Hank e sua filha Hope (interpretada por Evangeline Lily – a eterna Clare de Lost) geram muitas brigas, em especial pelo passado misterioso do pai. Outra cena que chama atenção é uma luta do protagonista com o Falcão dos Vingadores, quando Lang tenta invadir um galpão da SHIELD. O grupo do Capitão América é citado em alguns momentos. Um deles em especial, quando Hank Pym informa que escondeu seu invento com medo de caírem nas mães de pessoas como Stark.

O filme é engraçado, tem bastante ação e te prende do começo ao fim, e nos faz torcer pelo herói e odiar o vilão (vamos concordar que tem filmes que nós torcemos pelo antagonista). Michael Peña e sua equipe de criminosos garantem os momentos engraçados e as cenas no formigueiro são muito bem feitas. Desde planos coreografados com os insetos ou até uma luta dentro de uma mala caindo de um avião nos fazem lembrar o filme Querida, encolhi as crianças ao mesmo tempo em que achamos original a maneira como o poder de diminuir de tamanho nos é apresentada, nos faz entender como o Homem Formiga é importante para as histórias dos Vingadores e pode com certeza ser uma grande ajuda para o grupo. Um pequeno grande herói.