segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BATMAN: A PIADA MORTAL


“Tinha dois loucos no hospício”. Considerada a melhor história do Coringa, Batman: A piada mortal foi apontada como a terceira melhor “Graphic Novel” do Batman, escrita pelo gênio dos quadrinhos Alan Moore (na minha humilde opinião o melhor escritor de quadrinhos).

Os vilões são fascinantes e muitas vezes torcemos para eles ganharem dos heróis. Assistimos “O silencio dos inocentes” por causa do charmoso assassino canibal Hanibal Lecter, ou vibramos para Darth Vader aparece na tela na saga “Star Wars”. O mesmo acontece com o Coringa. Batman é incontestavelmente um dos maiores heróis de todos os tempos, mas quando seu oponente é o palhaço do crime, nossa torcida pode variar bastante e não podemos negar que os “Coringas do cinema” atraíram mais publico que o próprio homem morcego.



Apenas um mestre poderia transformar o Coringa em um odiado vilão, fazendo o leitor realmente torcer para o Batman vencê-lo e ao mesmo tempo dar ao antagonista um ar de fascínio e compreensão. Mesmo sendo um louco varrido, nas palavras de Helth Ledger, “um cachorro correndo atrás de um carro”, em a piada mortal o Coringa quer provar ao Batman que o que separa o homem comum de um maníaco homicida é apenas um dia ruim.

Tudo começa em uma estranha visita de Batman ao Asilo Arkham, escoltado pela polícia de Gothan e o Comissário Gordon. Visita estranha devido ao Batman não ter nenhum prisioneiro para encarcerar no asilo. Apenas queria conversar com seu oponente de cabelos esverdeados para saber como seria o futuro dos dois. Iriam acabar se matando? Mas logicamente  o palhaço já não estava mais lá e seu plano de tornar um homem são num louco começa a ser colocado em prática. Seu alvo: o comissário James Gordon.

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Essa HQ é imperdível, não apenas para quem gosta do Coringa ou Batman, mas para quem gosta de quadrinhos. Só pelo fato de ter sido escrito por Alan Moore já valeria a pena. Mas ainda tem mais. O desenhista Brian Bolland transmite a loucura da narrativa e o teor de urgência quadro a quadro. Desde as tentativas de Batman de encontrar o criminoso, até nas páginas que contam um pouco do passado do Coringa e sua provável origem, o que não dá realmente para confirmar uma vez que nem o Coringa se lembra dela. Alan Moore te faz acreditar que o Coringa é perigoso, capaz de cometer atos bárbaros, como aleijar a sobrinha do Comissário e ainda tirar fotos para apresentar num show de horrores como no trem fantasma de um parque de diversões. O estupro da garota fica subentendido e não é de se estranhar que uma pessoa poderia ficar louca com essa lavagem cerebral.


O final é um caso a parte, mas se você prestar bem atenção poderá identificar quem são os dois loucos da piada e também o final subliminar (atenção nos tempos das sirenes e gargalhadas). Subliminar, pois a DC Comics proibiu o final escrito por Moore.