sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

BATES MOTEL


No ano de 1960 o lendário  diretor Alfred Hitchcock apresentou ao mundo o clássico “Psicose” e sua famosa cena do banheiro caiu no imaginário popular. o que está no site e no Apontado por muitos como o melhor filme do diretor – pelo menos o mais lembrado quando se fala em Hitchcock – com certeza deve ter deixados transeuntes com a pulga atrás da orelha quando forem reservar uma noite em um hotel à beira de estrada.


As reviravoltas do filme causaram espanto na época, como o fato da protagonista ser assassinada na metade do filme, e o que era para ser um filme de roubo e perseguição acaba se tornando de uma hora para outra em um suspense de investigação e por fim num terror psicológico. Mas o que a série Bates Motel nos mostra é o que aconteceu antes de Marion Crane (Interpretada por Janet Leigh em Psicose) chegar ao hotel após ter roubado 40 mil dólares e ter conhecido o administrador do motel, Norman Bates (interpretado por  Anthony Perkins).




Norman Bates, com seus dezessete anos, muda-se com sua mãe para a cidade de White Pine Bay, após a morte de seu pai. Com o dinheiro do seguro de vida do marido eles decidem começar uma nova vida comprando um velho motel e a mansão ao lado. Mas o que era para ser um novo recomeço acaba se tornando aos poucos em pesadelo. Não apenas por contas das ações dos antigos moradores da cidade, mas também por causa da estranha relação entre mãe e filho, ela com sua superproteção e momentos bipolares, enquanto ele já vai manifestando e construindo seu perfil psicológico, que irá transformá-lo no atormentado Norman Bates de “Psicose”.


A dupla principal está muito bem no papel. Vera Farmiga (de Invocação do mal) chama muito a atenção pela sua instabilidade emocional como Norma Bates, enquanto seu filho Normam, interpretado por Freddie Highmore (de Em busca da terra do nunca) demonstra a fragilidade emocional do personagem. A relação entre mãe e filho é complexa, que vai de insinuação de incesto até prisão emocional. Isso pode ser percebido quando sua mãe tem um romance com um policial local ou com as atitudes protetoras de sua mãe, imaginando as experiências amorosas do filho.

Outros rostos conhecidos interagem com a dupla. O desconfiado xerife Romero (Nestor Gorbodel – o Richard de Lost), o policial galã Shelby (Mike Vogel – O Barbie do já monótono Under the Dome), o irmão rebelde Dylan (Max Thieriot de A última casa da rua) que de todos os personagens parece ser o mais normal, (ou menos anormal) da trama. A série é legal, fazendo você não querer parar de assistir, parando apenas quando começa a pegar no sono, o que dá vontade de comprar aquelas meias do Netflix, que para o vídeo automaticamente quando o sono te pega. Não sei se Hitchcock iria gostar, mas eu gostei.