sexta-feira, 24 de março de 2017

GUARDIÕES DA GALÁXIA - ANIMADO

Resultado de imagem para guardiões da galáxia animação

É normal fazerem animações de filmes que fizeram sucesso nos cinemas, e o material que a Marvel tem para incorporar ao desenho dos Guardiões da Galáxia é gigantesco. O filme foi a grande surpresa do estúdio, e na minha opinião, é até agora o melhor filme lançado da Marvel. Por se tratar de personagens que se tronaram queridos pelo público e o começo de uma franquia (mesmo estando dentro de outra franquia), a produção do desenho tem que agradar o público infantil, as pessoas que gostaram do filme e que irão assistir o desenho por que gostaram dos personagens e atmosfera apresentada na história, e também a comunidade nerd, que é bastante exigente. Analisando bem a animação, podemos dizer que ela consegue direcionar uma parte de cada episódio para cada tipo de público, tentando abraçar a todos. Não posso dizer que e o melhor desenho de super heróis já feito, mas com certeza é uma diversão garantida.

A história do desenho ocorre exatamente após os eventos mostrados no filme (leia aqui a postagem), onde Groot está na forma de um bebê (o que é revertido rapidamente), e o grupo parte numa missão para resgatar Yondu, o antigo aliado de Peter Quill, de uma prisão intergaláctica, e com ele planejam roubar um artefato cósmico em poder de Korath (no filme foi interpretado por Djimon Hounsou, que perseguia Gamora à mando de Thanos). Descobrimos posteriormente que tudo é um plano de Yondu, que sabia que Peter Quill era a chave para abrir o artefato, e arquitetou tudo para colocá-lo junto do objeto. Esse artefato dá pano pra manga e é assunto para a maioria dos episódios. Ele é caçado por Korath e os demais asseclas de Thanos, Piratas espaciais vão em seu encalço, até o Colecionador (Benicio Del Toro deu vida ao personagem nas telonas) entra na briga. Tudo isso nos mostrado na mesma atmosfera do filme, com canções das antigas embalando as cenas de ação, com piadas nos momentos mais inesperados e desaforos sempre que possível. Confesso que em alguns momentos a frase “Eu sou Groot” E “Me vingarei de Thanos” até tira a paciência.

Imagem relacionada

As piadas e ação agradam ao grande público, e para satisfazer os nerds muitas referências e personagens obscuros dos quadrinhos foram incorporados à história. Como no filme, que nos mostrou muitas referências do quadrinhos de relance, no desenho as referências têm espaço para serem melhores trabalhadas e tem tempo de interagir e até serem importantes para a trama, como o cachorro telepático Cosmo. Para quem lê as HQs da Marvel vai descobrindo episódio por episódio a participação de um personagem antigo, alguns a muito tempo não utilizados e desconhecidos do grande público. O dragão Fin Fang Fun, inimigo antigo do Homem de Ferro, tem uma participação no terceiro episódio, perseguindo os heróis. Já em outro episódio os Guardiões vão ao planeta dominado pelo vilão Grão Mestre, que adora uma disputa, e coloca Gamora e Drax para lutar entre si. Esse personagem da Marvel foi um dos vilões do crossover da Marvel e DC que fez a Liga da Justiça enfrentar os Vingadores em quatro edições lançadas em 2003 e 2004. A corporação Nova mostrada no filme tem seu representante na série: Titus, com a aparência de um tigre branco, também dará trabalho para os heróis.

Resultado de imagem para guardiões da galáxia animação

Mas a série está recheada de personagens conhecidos e importantes, tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas. O próprio Thanos é mostrado em vários episódios, assim como Nebulosa, Korath. Mas muitas surpresas recheiam o desenho. No 8º episódio Groot é envolvido pelo Simbionte, pois foram parar no planeta natal desse ser que deu origem ao Venon, inimigo do Homem Aranha. Lock, o temido irmão do Thor, os Inumanos, até um ressuscitado Ronan fazem parte da história. Se você pensa que isso é uma bagunça, está certo, pois essa é uma das características do filme que fizeram sucesso.

A animação não é das melhores, mas não atrapalha em nada o desenvolvimento. Pode ser uma boa opção para esperar o próximo filme dos Guardiões estrear, e mesmo a continuação não seguindo a história do desenho, é interessante se aprofundar no folclore do filme e dos personagens. No desenho conhecemos os planetas da Marvel, como o lugar de onde o guaxinim Rocket veio, e diversos personagens interessantes que permeiam as HQs. Lembrando que é uma animação também direcionada ao público infantil e não levando muito a sério, vale muito a penas conferir.

Resultado de imagem para guardians of the galaxy animated

quarta-feira, 22 de março de 2017

FAMÍLIA DINOSSAURO

Resultado de imagem para família dinossauro

A famosa série A Família Dinossauro, ou Dinosaurs do original americano, é uma série que devemos assistir duas vezes em nossas vidas. Quando crianças adoramos a série por vermos os dinossauros vivendo como uma família normal que assiste TV, trabalham, conversam e se socializam, mas já adultos conseguimos entender o que estava por trás de cada episódio. Uma série feita para agradar crianças e adultos, e se a crítica social algumas vezes era velada em alguns episódios, em outros eram tão explicitas que chegavam a atingir o alvo em cheio, fazendo até as crianças se conscientizarem. A série apenas situa os problemas familiares e as maneiras estranhas de agirmos em pensarmos no tempo jurássico, onde o American Way Life é abordado, problemas familiares e sociais são destrinchados e conseguimos nos colocar na pele dos personagens em muitos episódios, nos dando aquela sensação desconcertante. Estranhamente foi produzida pela Disney juntamente com a Jin Hanson Productions, responsáveis pelos Muppets, de 1991 e 1994 e foi um enorme sucesso. Tinha chaveiro do Baby em todo o canto, e cansava de ouvir alguém dizendo os bordões “Querida, cheguei!” e “Não é a mamãe”, que até em buzina de carros eram ouvidas (antes dessa mania ser proibida, é claro). Baby se tornou um ídolo. A dublagem brasileira foi um show à parte.

Dino da Silva Sauro é o chefe de uma família comum que acaba de ter um novo filho (chocado no primeiro episódio da série). Como ele mesmo diz, é um poderoso Megalossauro, mas de pouca inteligência e facilmente manipulável. Casado com Fran, tem três filhos, Bob, Charlene e Baby, e vive às turras com sua sogra Zilda. Ele trabalha na Wesayso como derrubador de arvores. Seus dois filhos maiores estudam no colégio, e sua mulher trabalha como dona de casa e cuida do filho menor. Essa é a vida da família Silva Sauro, mas outros personagens interagem como o grupo, como o melhor amigo de Dino e companheiro de trabalho, o Tiranossauro Roy, que fica muito engraçado com suas patinhas minúscula e também não é lá muito inteligente. A vizinha Mônica, uma Brontossauro que vemos apenas até o pescoço quando ela entra pela janela para conversar com a Fran, e o chefe brutal e amedrontador Sr. Richfield, um enorme Tricerátopo que faz Dino tremer de medo. Com essa união, a série consegue abordar de maneira inteligente nosso estilo de vida.

Resultado de imagem para família dinossauro

Os temas abordados são bem amplos, analisando nossos valores sociais, nossas necessidades frívolas e a hipocrisia humana. Os dinossauros são mostrados como consumistas, necessitados de um televisor como centro da casa, machistas e que não gostam de mudanças. Fran e Bob aparentam ser os personagens que mais contrariam o senso comum da sociedade jurássica. O relacionamento de Bob com o pai é cheio de altos e baixos, onde Dino espera que o filho faça o mesmo que os demais, mas ele sempre contraria as maneiras de agir sem questionamento, como uivar para a lua para que o fim do mundo não chegue, ritual que ocorre por que sempre foi feito assim. Já Fran rebate as maneiras de seu esposo agir, desde exigir mais afeto e compreensão, até entrar para um grupo feminista que Dino encara como umas besteiras que a vizinha Mônica coloca em sua cabeça. Em um episódio há uma verdadeira mensagem contra as drogas. A relações de pais e filhos é muito bem abordada, seja com as incertezas de Bob e as dificuldades de Dino em tomar decisões, até as passagens da adolescência para a vida adulta. E o melhor é ver Baby nos ombros do pai, batendo com uma frigideira na cabeça enquanto grita “Não é a mamãe”.

Resultado de imagem para família dinossauro HETFIELD

Em um episódio a sogra de Dino, Zilda, será jogada num poço de piche pelo genro, pois atingiu uma idade que não mais irá contribuir para a sociedade, para a festa do gorducho Dino que treina a jogada com sacos de areia (uma referência aos asilos). Em outro episódio Dino e Fran descobrem que a certidão de casamento venceu e eles precisam fazer alguns testes para renovar, mas após tantos anos de casados Dino percebe que não conhece nada de sua mulher. Charlene também têm problemas quando sua cauda não cresce para chamar a atenção dos rapazes, entre outros. Os homens das cavernas são considerados sub espécies que os dinossauros acreditam que nunca serão evoluídos. Na verdade eles nem sabem diferenciar um homem da caverna macho ou fêmea. Os animais que servem de alimento também chamam atenção, onde muitos deles falam com o seu consumidor antes de serem devorados. E por aí vai.

Imagem relacionada

Lembro de ter lido na época um HQ da série, muito bem feita. Na história Bob foi escolhido por um programa de TV, parecido com o antigo Você Decide, onde um telespectador era sorteado para decidir o que a protagonista do programa deveria fazer, passar cola para o menino que gosta na escola e ser pega pelo professor, ou não passar a cola e perder o amor de sua vida. A escolha devia ser feita em uma semana, tempo médio de um dinossauro tomar decisões, e isso causa um rebuliço na vida de Bob, pressionado por todos os lados para tomar decisões. A série possuía diversos outros programas fictícios que os dinossauros assistiam, baseados em programas televisivos reais, como CNN que virou DNN (Dinosaur News Network), MTV se tornou DTV entre outros. E não podemos esquecer os programas criados para a série, como Pergunte ao Dr. Lagarto, que sempre terminava com o pequeno Timmy sendo morto e o Dr. Lagarto dizendo “Vamos precisar de outro Timmy”. Além de nos dar motivos para refletir era também muito engraçado. Uma pena que não temos mais esse tipo de série. Saudades.

segunda-feira, 20 de março de 2017

NO CORAÇÃO DA TEMPESTADE

Resultado de imagem para no coração da tempestade
Se fosse para fazer uma lista dos artistas que mais contribuíram para o desenvolvimento das histórias em quadrinhos, o nome de Will Eisner estaria no topo. Não por coincidência o mais importante prêmio dos HQs leva seu nome. Receber um Eisner é o sonho de qualquer artista nesse ramo. Ler uma de suas obras é um aprendizado. Seu domínio pela arte sequencial, sua maneira única de contar histórias, seu ritmo inconfundível e seu jeito de transformar cada página em vislumbre são toques geniais. E uma de suas obras mais emblemáticas e importantes é No coração da tempestade. Em uma das diversas introduções em reedições ele explica que tinha a intenção de contar a história de vida de um jovem que viveu no início do século e que lutou na segunda Guerra Mundial, mas não teve como ele não se inserir nessa história e podemos considerar essa Graphic Novel (termo que só se tornou conhecido por sua causa) a sua biografia.

E sua história se confunde com a história americana no começo do século XX. A narrativa começa com soldados sendo levados de trem para um lugar que eles mal sabiam onde ficava, e tinham em mente que lutaram contra os nazistas para defender o sonho e a liberdade americana. Mas enquanto olha os lugares pela janela do trem, o jovem Will vê sua vida passar na sua frente, onde os momentos mais marcantes são relembrados como num filme. Lembra de sua juventude como filho de um imigrante judeu no Bronx e das dificuldades de sua família, seja financeiramente, pois viviam na pobreza, seja no preconceito contra os judeus. O antissemitismo é um assunto recorrente nas histórias de Will Eisner, e em No coração da tempestade podemos perceber o quanto ele e sua família penaram devido a discriminação. Mas seu pai sempre estava preparado para lhe dar alguma lição de vida, muito calmo e esperançoso de que as coisas haveriam de melhorar.
Resultado de imagem para no coração da tempestade

Legal ver como ele informa o ano ou a época em que relato está ocorrendo, de forma indireta, com um jornal jogado em um canto, ou a notícia da Guerra ou da grande depressão de 1929. Para quem já conhece o estilos de Eisner, já sabe que a expressão corporal dos personagens e seus olhares e trejeitos ajudam a contar a história. A característica dos personagens são bem trabalhadas, seus sentimentos são transmitidos em suas ações e palavras de uma forma que você consegue determinar o caráter e sonhos de cada um. Eisner era um mestre nessa arte e nos dá uma experiência de como os quadrinhos podem ser trabalhados, com todos os seus conceitos e caminhos, utilizando as páginas com maestria e abusando do estilo que apenas os quadrinhos podem oferecer. Em uma sequência temos o pai de Will planejando abrir uma loja de móveis usados, virando a página na sequência seguinte vemos o pequeno Will brincando na neve e seu pai conversando com o irmão em frente à loja, informando que já haviam aberto o negócio há um ano e que as vendas não iam bem. O ritmo é rápido, e mesmo assim você não se perde pé não se sente jogado de um lado para o outro. Flui como suas próprias memórias, isso tudo devido a maestria com que Will monta sua biografia, procurando colocar cada quadro no exato lugar, sem precisar economizar na arte para caber na página, e acredito que mesmo se ele tivesse que contar sua história num número limitado de páginas, nós não perceberíamos.

Resultado de imagem para no coração da tempestade

E as memórias de Will demonstram o quanto cada passagem marcou sua vida, a ponto de serem inseridos na história. Os ensinamentos pacifistas do seu pai, e das reclamações de sua mãe, sempre tentando pressionar o marido a seguir os passos de pessoas que se tornaram importantes e com sucesso. A história que sua mãe conta, sobre seu passado e o destino que seus irmãos tiveram e triste e comovente, e seu pai, um sonhador incorrigível, demonstra com sua própria história, como a religião é a guerra mudou sua vida, mesmo não sendo ele o protagonista em nenhuma das duas. Evitando os problemas que os judeus estavam para sofrer na Europa ele foge para a América, e mais uma vez tentando fugir da guerra ele se casa para não ser convocado. Não era covarde, mas não entendia porque não resolver tudo pacificamente.

E as pessoas que passaram por sua vida e deixaram essas marcas desfilam nas páginas nós fazendo relembrar as pessoas que passaram em nossas próprias vidas. Como a garota que conhecemos em nossa infância e se tornou um primeiro amor, aquele colega que brigamos e ficamos amigos, no caso de Will era o filho de um alemão que juntos construíram um pequeno barco. A tempestade do título nada mais é que os problemas que todos nós passamos no decorrer de nossas vidas e de maneira tão pessoal que nos encontramos bem no coração dessa tempestade (a chuva é também recorrente nas obras de Eisner). Quase no fim vemos Will se tornar um cartunista trabalhando várias horas por dia sem ter uma vida social ou tempo para si, assinando seus desenhos de formas diferentes para dar a impressão de terem mais funcionário em sua pequena empresa. Mas ao ler essa Graphic Novel, no fim o que fica são nossas próprias lembranças. Ele conta sua história fazendo o leitor lembrar das suas próprias experiências. Só um gênio faria isso.

Resultado de imagem para will eisner

sexta-feira, 17 de março de 2017

O CONTADOR

Resultado de imagem para o CONTADOR

Nos quadrinhos e nos filmes os roteiristas se esmeram para nos apresentar heróis com problemas comuns e com motivações fortes para escolherem o caminho do bem, o que pode ser uma vingança ou apenas um ideal a alcançar, respeitando um exemplo ou sendo um. No filme O Contador, o protagonista tem uma motivação inabalável para cumprir seus objetivos e continuar se aperfeiçoando física e mentalmente, e essa motivação pode ser muito mais eficaz do que qualquer outra: autismo. E o filme trata do assunto de maneira calma e muito interessante. Em um site li que essa história tenta dar aos autistas um exemplo de herói para se identificarem, mas não concordo com essa comparação. De certa forma o personagem de Ben Affleck da exemplo de motivação para todos que estão assistindo e em muitos momentos eu me identifiquei com ele.

Affleck interpreta muito bem Chris Wolff, um brilhante contador, autista, com enorme dificuldade de se relacionar com as pessoas, sendo mais íntimo dos números do que com outro ser humano, metódico, perfeccionista ao extremo e com necessidade obsessiva de terminar o que começou. Esse comportamento foi utilizado pelo pai, um militar, como uma maneira de treinar o filho, e também o irmão, em lutas e utilização de armas desde criança. Direcionando os toques e personalidade de maneira doentia, foi forjando os filhos para serem os melhores no que faziam. E Chris, além de se tornar um ótimo lutador e perito em armas, também se tornou um contador excepcional, que trabalha para a máfia e age como justiceiro nas horas vagas. Sempre a um passo à frente do FBI, ele é procurado por uma grande corporação para descobrir o que há de errado nas contas da empresa, e Chris acha facilmente onde está o rombo, mas devido a essa descoberta ele terá que fugir e proteger a contadora que o ajudou, num esquema que parece ser maior do que ele imaginava.

Resultado de imagem para o CONTADOR

Chris demonstra ter, em vários momentos, a Síndrome de Asperger, que tal qual ao cômico Sheldon Cooper, de Big Bang Theory, não aparenta ter qualquer sentimento ou preocupação por outra pessoa, mas seus atos o contradizem e ele demonstra que seus objetivos nobres são a razão de sua existência. Ainda mais quando ele é obrigado a sair de sua rotina, que contém algumas esquizofrenias como se auto infringir dor enquanto ouve música num volume ensurdecedor. Chris é um herói atípico. Mais sério que o Batman. Um homem que tem como objetivo obsessivo fazer justiça, e que foi condicionado à isso. Interessante ver como esse transtorno compulsivo foi direcionado para treinar e moldar a personalidade de uma maneira que só alguém com esse transtorno poderia aguentar. Ele não é feliz, nem tão pouco sua vida muda com seus atos, mas ele o faz pois não consegue viver de outra forma.

Imagem relacionada

O mais legal do filme é que ele é uma colcha de retalhos, um verdadeiro quebra cabeças, literalmente, onde cada peça vai se encaixando, as vezes você encaixa uma parte que depois vai se unindo a outras, por vezes você imagina uma imagem que não é a correta, que te faz voltar a buscar peças, e aquela pecinha final só é colocada no final do filme. E cada parte montada é uma surpresa. Muito difícil falar desse filme, para que nada seja entregue. Uma dica é prestar atenção nos detalhes. O roteiro brinca com isso, onde nada ocorre por acaso. E o passado e futuro vão se montando na sua frente, desde as lembranças de Chris com seu pai e irmão, as lembranças que tem da mãe, até os personagens coadjuvantes tem seus segredos que vão se encaixando no todo, nos dando o sentido da história.

Além de Affleck, caras conhecidas farão com que esse quebra cabeças seja bem interessante. JK Simons é o agente do FBI, que tenta identificar um certo contador, junto com uma nova agente. Anna Kendrick é Dana, a garota indefesa que estava vasculhando o lugar errado e se torna uma dupla de Crhis, cada vez mais misterioso, já Jon Bernthal esquece um pouco o Justiceiro da série do Demolidor e interpreta o misterioso Ray, que trabalha como assassino de aluguel. Lógico que todos eles tem seus segredos e motivações. São essas motivações que dão o toque final ao filme e nos faz pensar em nossas próprias motivações e pensar em como um autista pode nos ensinar, em como sermos pessoas com mais força de vontade. O filme pode não ser perfeito em algumas partes, e alguns críticos asseguram que é uma tentativa de inicio de franquia. Assista esse filme e tire suas próprias conclusões.

quarta-feira, 15 de março de 2017

5 INIMIGOS DO BATMAN QUE MERECEM UMA NOVA CHANCE NOS CINEMAS

Resultado de imagem para VILÕES batman

Juntamente com o Homem Aranha, o Batman é o herói que possui os melhores inimigos dos quadrinhos. Nos cinemas, sempre foram escolhidos atores consagrados e conhecidos para interpretarem esses inimigos. Mas transpor os personagens dos quadrinhos para as telonas não é tarefa fácil, e muitos escorregões ocorreram no passado. Uma versão para uma mídia diferente é necessária para que consigam ter algum sucesso e sejam bem recebidos pelo público. Para os personagens que não tiveram uma boa experiência cinematográfica, restam a esperança de possuírem uma versão nos novos filmes da DC, como o que ocorreu com Bane e Duas Caras nos filmes de Christopher Nolan. Outros merecem versões diferentes da que fizeram sucesso na década de 90, como o Coringa e a Mulher Gato. Segue abaixo alguns desses personagens tão cativantes.

Pinguim
Resultado de imagem para pinguim batman HQ

O Pinguim é um dos inimigos clássicos do morcego, criado em 1941. Como o Coringa de Jack Nicholson, esse personagem teve uma boa caracterização no filme Batman: o retorno, interpretado por Dani DeVito (1992). Bem ao estilo do diretor Tim Burton, tinha uma forma grotesca, comia peixe cru e suas mãos pareciam asas, mas mesmo sendo bem diferente dos quadrinhos, agradou ao público. Sua versão mafiosa e cruel poderiam ser um bom contraponto ao herói em um próximo filme, onde o vilão é mais um nome sussurrado com receio pelos criminosos do submundo de Gothan. Mostrar como ele se tornou uma das maiores mentes criminosas da DC poderia render uma boa história. Seu verdadeiro nome é Oswald Cobblepot, nascido numa família rica, mas falida, ele cresceu sendo ridicularizado pela aparência e sempre em companhia um guarda-chuva, que sua mãe o obrigava a carregar para evitar se molhasse. Apelidado de Pinguim, ele adotou esse nome e se transformou num dos principais gangsteres da cidade, com experiência em extorsão, suborno, chantagens, tráfico, sequestro e qualquer outro ato ilícito que exista. Muitos bandidos pé de chinelo recorrem ao Pinguim para conseguir trabalho, e acabam nas mãos desse inteligente criminoso. Sua vaidade sempre foi seu ponto fraco, mas sempre foi um vilão que deu trabalhou ao homem morcego. Vê-lo nas telonas novamente, afundando a cidade no crime, seria um deleite. Logicamente há a necessidade de se incluir outro antagonista no mesmo filme, mas sua capacidade de fazer acordos e conluios é muito bem-vinda.

Charada
Resultado de imagem para CHARADA batman HQ

Não que o Jin Carrey tenha interpretado mal o enigmático inimigo do morcego, até acho que ele levou o filme Batman Eternamente nas costas. Mas ver o Charada como uma verdadeira ameaça ficou para as produções futuras, e poder assistir ao Charada enfrentando o Batman nos cinemas da mesma forma que se enfrentam nos games é um sonho. Edward Nigma, mais no futuro Edward Nashton Nigma, sempre foi fissurado por jogos, quebra cabeças e lógico, charadas. Fascinado pelo mistério e a sensação de causar curiosidade, Nigma aproveitou sua mente privilegiada para praticar roubos intrincados, com um planejamento detalhado e cheio de armadilhas, mas com um grande ponto fraco: ele é incapaz de não deixar pistas. Chega até a cometer esses crimes apenas para brincar de gato e rato com a polícia e principalmente com seu maior oponente, o Batman. Nos games, Charada é o mais difícil adversário, pois seus quebra cabeças e missões estão espalhadas por toda a cidade durante todo o jogo, e o paradeiro do vilão só é descoberto após se cumprir todas as missões. Acredito que esse vilão teria um bom desempenho nos filmes dirigidos por Christopher Nolan, afinal é seu tipo de história, mas ver o Charada em uma nova produção dando trabalhos para o herói encapuzado, e com um roteiro cheio de mistérios e surpresas, seria demais.

Sr. Frio
Resultado de imagem para MR FREEZE

O Sr. Frio foi um dos personagens do jogo Arkhan City que me surpreendeu. Logo me veio à mente o personagem vivido por Arnold Schwazenegger no sofrível filme de 1997 e em como ele poderia ser bem abordado. Mas foi a maneira como ele foi mostrado no desenho do Batman da década de 90 que fez dele um saudoso inimigo do morcegão. Após uma doença desconhecida e incurável acometer sua esposa, Nora, o cientista Victor Fries, especializado em criogenia, mantém sua esposa num estado criogênico até que a cura seja encontrada. Mas ele acabou se acidentando e caindo numa mesa com produtos químicos que alteraram sua estrutura biológica, e ele só poderia viver em ambientes abaixo de zero, sendo necessário desenvolver uma roupa especial que conserva a temperatura que o mantem vivo. Insano, ele também construiu uma arma congelante que utiliza para cometer crimes, onde no começo serviam para custear as pesquisas em busca da cura para sua amada. Um personagem que merece uma segunda chance, talvez um primeiro tratamento descente nos cinemas. Um terrorista que transformaria a cidade em gelo, e nada daquela arma que parece neon cristalizado. A maneira como ele foi mostrado no jogo e a versão do Abutre para o novo filme do Homem Aranha me dão esperanças de ver um ótimo Sr. Frio nos cinemas.

Hera venenosa
Resultado de imagem para poison ivy

Da mesma forma que o Sr. Frio, foi outro personagem que chamou a atenção nos games, e foi um fracasso no infame filme de 1997. Interpretada por Uma Thurman, o personagem seguiu os passos da produção e direção de maneira cômica, e sabemos que esse personagem além de ter um potencial sedutor, também pode gerar um terror muito grande. Em uma determinada história nos quadrinhos de linha do Batman, ela beija um homem que morre momentos depois sufocados por cogumelos que nascem em sua garganta. Algo bem grotesco e cruel, que é apenas uma das muitas habilidades que ela possui, adquiridas após ser envenenada por outro vilão, o Homem Florônico. Pamela Isley era uma botânica que após ter sido envenenada, assume a alcunha de Hera Venenosa, capaz de exalar feromônios que podem controlar outros seres humanos, em especial os homens, e também tem o poder de controlar as plantas e acelerar o crescimento da vegetação. É imune a vírus, bactérias, venenos, etc. Totalmente desequilibrada, seu maior ponto fraco é ter uma obsessão amorosa pelo Batman. Uma oponente que poderia ser bem utilizada nos filmes, em especial por ser atraente e causar histeria na população. Mesmo sendo bonita por fora, sua capacidade de causar dor e sofrimento são indescritíveis.

Espantalho
Resultado de imagem para scarecrow batman

Não que o Espantalho tenha sido mal interpretado em Batman Begins, até que foi uma boa escolha colocar o ator Cillian Murphy como um Jonathan Crane como um farmacologista que trabalha com os criminosos insanos do Asilo Arkhan e age as escondidas para Ra’s Al Ghul, mas mais uma vez me pego imaginando a versão do Espantalho mostrada nos filmes, em especial o Arkhan Knight onde ele é o principal vilão. Aquela luva com seringa e o medo que ele causava são motivos para revê-lo em uma nova produção, quem sabe agora com todo o modelito e sendo chamado de professor, como nos quadrinhos. Crane é um professor de psicologia, foi pego utilizando seus alunos como cobaia para experimentos. Criou o gás do medo, que inalado causa alucinações e um pavor imensurável em suas vítimas.  Cillian Murphy interpretou o personagem nos três filmes de Nolan, e vê-lo em um novo filme pode ser difícil. Mas o medo é um tema recorrente nos filmes do Batman e não estranharia ver o magrelão do milharal novamente em um a produção do herói encapuzado.

Além desses há vilões que ainda não deram as caras em filmes do Batman, como o Cara de Barro, Lady Shiva, Máscara Negra, Vagalume, Hugo Strange, Ventríloquo, Morcego Humano, Chapeleiro Louco, entre outros. A própria Harlequina e Crocodilo que participaram do filme Esquadrão Suicida com certeza farão parte das futuras produções da DC, como o estranho Coringa de Jared Leto, e quem sabe até uma versão da Mulher Gato. O Exterminador Slade Wilson foi confirmado como um dos oponentes do Batman no novo filme de Bem Affleck. Inimigo para o Batman é o que não falta, mas talvez o maior oponente que o Morcego pode ter é um roteirista sem criatividade.

Imagem relacionada